Eleições se aproximam e Sul segue fora do núcleo de poder

Essa e outras notas na coluna Política do Tribuna de Notícias desta segunda-feira, 2

Hoje faltam 216 dias para as eleições. Março é um mês importante de arranjos. A janela partidária abre sexta-feira. Até 5 de abril, deputados estaduais e federais poderão trocar de legendas e não ficarão inelegíveis. Da região, o fato novo será a migração da deputada federal Geovania de Sá do PSDB para o Republicanos.

E a disputa majoritária apresenta mais um cenário de distância do Sul em relação ao núcleo de poder. Espaços que ocupamos com Eduardo Pinho Moreira, José Augusto Hülse ou, mais longe ainda, Heriberto Hülse, seguem figurando cada vez mais no passado. O único sinal remoto de alguém do Sul disputando o governo do estado veio dos encontros do MDB na quinta e sexta-feira em Araranguá, Criciúma e Tubarão.

O deputado estadual Volnei Weber, que não busca reeleição, colocou seu nome para compor como vice caso os emedebistas optem por chapa própria e pura. Seria um vice do Sul para Antídio Lunelli ou Carlos Chiodini, nomes postos no partido. Ao longo do ano passado, o ex-prefeito Clésio Salvaro (PSD) foi badalado como um possível vice para João Rodrigues (PSD), mas não vingou e hoje figura na lista pessedista à Alesc. O PSD trabalha por um vice do MDB, que viria de Antídio ou Chiodini, dois nomes de Jaraguá do Sul.

Com a opção de Jorginho Mello (PL) por Joinville com Adriano Silva (Novo) para vice e o indicativo de Gelson Merisio (Solidariedade, rumo ao PSB) para compor com Ângela Albino (PCdoB), esgotam-se as expectativas. É um grave sinal. Nossos líderes não se projetam em nível de Executivo, não estadualizamos um nome e isso requer reflexão entre caciques do Sul. É muita preocupação individual e pouca coletiva que nos leva a isso? É possível.

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