Conflito entre EUA, Israel e Irã deixa mais de 550 mortos

Chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou nesta segunda-feira, 2, que não negociará com os Estados Unidos

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã já deixou ao menos 555 mortos e 747 feridos desde o último sábado, 28, segundo dados divulgados por organizações humanitárias iranianas. Nesta segunda-feira, 2, o chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou que o país não negociará com os Estados Unidos, contradizendo a fala do presidente norte-americano, Donald Trump, feita ontem, 1º, de que a nova liderança iraniana estaria aberta ao diálogo.

A ofensiva conjunta de norte-americanos e israelenses atingiu dezenas de cidades e resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, neste fim de semana. Em resposta, Teerã lançou mísseis e drones contra Israel e contra bases militares dos EUA no Oriente Médio, além de alvos em países do Golfo.

Trump declarou que a campanha militar continuará até que todos os objetivos sejam alcançados e estimou que o conflito pode se estender por até quatro semanas. O presidente norte-americano também afirmou que os EUA responderão às mortes de militares americanos registradas na retaliação iraniana.

Nas atualizações mais recentes, explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades iranianas, enquanto Israel confirmou novos bombardeios. O grupo Hezbollah, aliado do Irã no Líbano, também entrou no confronto, lançando ataques contra território israelense. Há registros de explosões em países como Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait.

O governo dos EUA informou que os danos às suas bases na região foram limitados. Já o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo, o que pode impactar o mercado internacional de energia.

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