O Criciúma Esporte Clube oficializou, nesta sexta-feira (30), a adesão ao protocolo “Não é não”, iniciativa que orienta estabelecimentos e organizadores de eventos a adotarem procedimentos padronizados de acolhimento e resposta em casos de importunação sexual ou violência contra mulheres. A implementação foi formalizada em parceria com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
A formalização ocorreu em encontro conduzido pelo Coordenador Regional do Núcleo de Enfrentamento a Violências e Apoio às Vítimas (NEAVIT) de Criciúma, promotor de Justiça Samuel Dal Farra Naspolini, com o presidente do clube, Pedro Paulo Canella. Também participaram da reunião a residente do NEAVIT, Nenci de Souza Cardoso, e o superintendente administrativo do CEC, Paulo César Bitencourt.
Estimulado pelo MPSC, o protocolo prevê a capacitação de colaboradores para identificar sinais de assédio, o acolhimento imediato às vítimas com respeito, discrição e segurança, além do acionamento da rede de proteção e das forças de segurança quando necessário. A iniciativa também inclui a adoção de medidas preventivas em ambientes com grande circulação de público.
Segundo o promotor Samuel Naspolini, a implementação do protocolo em um espaço de grande visibilidade tem forte significado social. Ele destacou que o clube já desenvolvia ações de apoio às mulheres e que a adesão reforça o compromisso com a proteção feminina em um dos principais palcos do esporte catarinense, o estádio Heriberto Hülse.
O presidente do Criciúma, Pedro Paulo Canella, ressaltou a importância da parceria e afirmou que o clube busca garantir um ambiente seguro e acolhedor para famílias e mulheres que frequentam o estádio, reforçando o compromisso com o respeito e a proteção dos torcedores.
Para ampliar a adesão ao protocolo, o MPSC disponibilizou um curso de capacitação voltado a colaboradores de clubes e entidades interessadas, com o objetivo de assegurar que situações de assédio, importunação e violência não sejam toleradas.
Durante as partidas, os profissionais capacitados utilizarão coletes roxos com a frase “Não é não”. Mulheres e meninas que se sentirem constrangidas poderão procurar esses colaboradores, que farão o acolhimento inicial e o encaminhamento à rede de apoio do município, quando necessário.




