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O DISCURSO DO 15

O MDB não apenas sugeriu a saída de seus filiados do governo Jorginho Mello e ensaiou uma candidatura própria a governador. Mas criou um discurso que, se bem utilizado, poderá ser um importante aditivo à campanha que se aproxima. Ao defender que o deputado federal Carlos Chiodini trouxe mais de R$ 300 milhões em emendas para Santa Catarina enquanto a atual gestão briga com a União, o deputado estadual Tiago Zilli deu a senha, em nome dos que saíram da reunião fechada de segunda à noite no Castelmar em Florianópolis. Ele lembrou das críticas que Chiodini enfrentou por dialogar com o governo Lula e comparou com o pouco retorno que Santa Catarina tem do Governo Federal, menos de 10% dos R$ 130 bilhões em impostos que repassa a Brasília, e atribuiu isso, ao menos indiretamente, à falta de diálogo de Jorginho Mello com a União. “Não defender ideologia de Lula ou Bolsonaro simplesmente por defender, mas sim tratar com serenidade”, defendeu Zilli, repetindo o discurso que dominou o encontro emedebista.

O deputado sul catarinense lembrou que o MDB “não deu causa para isso” mas que, diante do acontecido, vai “voltar ao seu caminho”, mas não negou o mal estar interno diante da escolha de Jorginho por Adriano Silva (Novo) para vice. “Não se discute que Jorginho é trabalhador, mas política é honrar a palavra”. E Zilli foi além, ao anunciar que o MDB “quer voltar às suas origens”, lembrando os tempos de Luiz Henrique sobre “compromissos assumidos e cumpridos” e que “não se aceita mais enganar a população”, e que o povo “vê quem está falando a verdade e quem só fala por conveniência”.

E arrematou com uma crítica ao estilo strike, que atinge tanto PL quanto Novo. “Partidos que se diziam da nova política e vem com as mesmas práticas antigas, de falar uma coisa e não cumprir”. A lembrar que, ainda na segunda-feira, João Rodrigues (PSD) discursou na mesma linha em uma entrevista em Joinville. Sinal que PSD e MDB podem estar mais sintonizados do que se imagina.

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