Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, os casos de importunação sexual tiveram um aumento expressivo no Brasil entre 2022 e 2023 — passando de aproximadamente 27,8 mil para mais de 41 mil ocorrências, um crescimento de quase 49% em um ano. Pesquisa recente mostra que 75% das brasileiras já sofreram algum tipo de assédio ou importunação sexual em grandes capitais, com a maioria dos episódios ocorrendo em espaços públicos (56%) e no transporte coletivo (51%).
Esse é o caso de Camila* que mesmo depois de alguns anos, ainda lembra de quando um homem de moto passou a mão em seu corpo. “Eu subia um morro na região e, de repente, senti a mão de alguém nas minhas partes íntimas. Foi um homem em uma moto que me agarrou”, recorda a mulher, moradora de Criciúma.
Estatísticas
Assim, como Camila, outras mulheres da Região Carbonífera sofreram ataques de homens no último ano. Conforme informações da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Criciúma, somente em 2025, 111 meninas e mulheres passaram por algum tipo de importunação sexual. Uma pequena queda se comparar com 2024, quando foram 125 ocorrências registradas. Destes casos, Criciúma fica com 48% dos crimes ligados à importunação, ou seja, 55 vítimas no período. Além disso, a DPCAMI também apresenta dados região sobre estupros (90 casos) e abuso sexual (42 ocorrências) referente ao ano de 2025.
O assunto está em alta depois de um fato registrado em um reality show nacional, quando um homem atacou uma participante tentando lhe arrancar um beijo à força. O crime está sendo apurado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. E para saber se alguma situação pode se caracterizar como importunação sexual, a delegada Ana Elisa Vargas de Souza, da DPCAMI de Criciúma, dá dicas para não deixar que situações como estas passem impunes.
*Nome fictício
Por Maíra Rabassa/TN Sul.
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