TNSul.com na Política

Chuva e Política

A chuvarada de sábado foi mais uma daquelas justificadas como a de tantos dias em poucas horas, o que alaga ruas e isola bairros. E foi um pancadão de verão que ajudou a moldar a estreia do então prefeito Clésio Salvaro. Quando ainda tomava noção da cadeira, do gabinete, da caneta e seus desafios, nos primeiros dias de 2009, Salvaro foi assombrado por uma tempestade daquelas. Ali, ele cristalizou uma política que se tornou um mantra para perseguir os investimentos que culminaram no Canal Auxiliar ao Rio Criciúma e outros mais.

Criciúma descobriu ali um caminho. Embora não esteja nos primeiros dias de sua gestão, mas sim com o primeiro ano recém completo, Vagner Espindola pode estar diante da mesma oportunidade, agora focada em outras regiões da cidade que não as contempladas nos tempos passados. Afinal, o que pontos da Próspera e do Pinheirinho enfrentaram, são dignos de estruturas específicas que vão além dos bueiros entupidos pela pouca colaboração dos preguiçosos que só se empenham em sujar a cidade e, via de regra, são os primeiros a se queixar em ocasiões como a de agora. Os carros que boiaram em trechos da Via Rápida e da Henrique Lage sinalizam para uma urgência: Criciúma precisa ser pensada além do básico em se tratando de regulação das águas. O solo já está impermeabilizado, com asfalto e prédios por toda a parte. O que resta agora é correr atrás com as tecnologias existentes, desde bueiros em profusão e limpos, que levem esta água toda a algum lugar.

Cabe ao cidadão fazer a sua parte, depositando o lixo onde deve ser posto para não pagar a conta amanhã ou depois com a chuva alagando seus espaços. Mas cabe ao prefeito fazer deste limão uma limonada e, inspirado em seu antecessor, encontrar nesse problema, soluções. E a certeza de que os paliativos são paliativos, mas que respostas precisam ser alcançadas. E que, já vimos provas, há meios para tanto. Encontrar solução para enchentes é um zelo público, mas, também, vira bandeira, se feito com resultados. Logo, de uma cheia pode brotar política e frutos. Basta chegar no povo.

Últimas