Bronzeamento artificial: Vigilância de Içara alerta para riscos à saúde

Prática é proibida no Brasil e pode causar câncer de pele e danos aos olhos

A Vigilância Sanitária de Içara reforçou o alerta à população sobre os graves riscos do bronzeamento artificial à saúde. O aviso segue orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que destaca que câmaras de bronzeamento com lâmpadas de radiação ultravioleta (UV) estão associadas a diversos problemas, como câncer de pele, envelhecimento precoce, queimaduras, ferimentos cutâneos, cicatrizes, rugas, perda de elasticidade da pele e lesões oculares.

Entre os danos aos olhos estão inflamações da córnea e da íris, fotoconjuntivite, catarata precoce, pterígio e até carcinoma da conjuntiva. Especialistas alertam que muitos desses problemas não aparecem de forma imediata, podendo se manifestar anos depois, especialmente com o desenvolvimento de cânceres de pele e outras complicações graves.

A médica Marina Zanoto Clementino, clínica geral da Secretaria Municipal de Saúde de Içara, explica que a radiação emitida por esses equipamentos provoca danos profundos à pele. Segundo ela, as lâmpadas de bronzeamento artificial emitem radiação UVA e UVB, capazes de causar alterações no DNA das células da pele, acelerar o envelhecimento precoce e aumentar significativamente o risco de câncer de pele, inclusive o melanoma, considerado o tipo mais agressivo da doença.

Como alternativa segura para quem busca uma aparência bronzeada sem comprometer a saúde, a médica recomenda o uso de autobronzeadores tópicos, que não envolvem exposição à radiação ultravioleta.

Para proteger a população, a Anvisa publicou a Resolução RDC nº 56/2009, que proíbe, em todo o território nacional, o uso e a comercialização de câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos. A medida foi adotada após estudos da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), classificarem o bronzeamento artificial como cancerígeno para humanos. A decisão contou com o apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia e do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

A Vigilância Sanitária de Içara informa ainda que estabelecimentos que oferecem bronzeamento artificial costumam atuar de forma clandestina, já que a fabricação e a venda desses equipamentos são proibidas no Brasil. A coordenadora do setor no município, Lisandra Zilli, reforça que a participação da população é essencial no combate à prática ilegal. “O bronzeamento artificial é proibido e extremamente nocivo à saúde. A denúncia da população é fundamental para identificarmos esses locais e evitarmos que mais pessoas sejam expostas a riscos graves”, afirma.

As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo link: https://icara.celk.com.br/denuncia.

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