Quem trafega pela ponte Giacomo Mazzuco, sobre o Rio Araranguá, um dos acessos ao município, precisará buscar rotas alternativas pelo menos até abril. Essa foi a estimativa do secretário de Obras, Odilon Coral Pietsch, sobre o fim da interdição no local, após um acidente que danificou a estrutura.
No último dia 24 de dezembro, o trânsito de veículos foi suspenso na Rua Paulino Luiz Pereira, no bairro Barranca, que fica abaixo da ponte. Já no dia 30, toda a estrutura foi interditada, após a vistoria técnica conduzida pelo engenheiro responsável pelo projeto, que apontou grave comprometimento estrutural e risco iminente de colapso em um dos vãos, após a colisão de um veículo que passou por baixo do viaduto.
“Foi uma batida forte e afetou uma das vigas metálicas e o contraventamento. No mesmo dia, entramos em contato com o projetista da ponte, passamos os vídeos, as fotos. No dia 30, ele conseguiu vir, e ainda trouxe o engenheiro construtor que executou a ponte. Ele fez uma análise mais criteriosa, fez a avaliação de que a viga que sofreu esse impacto perdeu a resistência. Ela não está mais trabalhando conforme o cálculo que ela necessita. O contraventamento também foi danificado. Isso somente da parte que passa em cima da rua, não da ponte em si. A ponte está dividida em dois módulos: a ponte sobre o Rio Araranguá e o viaduto em cima da rua. É uma obra só, mas em dois módulos. Então ele achou melhor fazer o fechamento total. É uma ponte para 45 toneladas, passa caminhão, ônibus, foi calculada para isso. Então ele achou melhor fazer o fechamento dela e já começaram a mexer no projeto”, explica o engenheiro da prefeitura de Araranguá, André Zanette.
Projeto esperado para o fim de semana
Depois da visita à ponte, o engenheiro ficou responsável pela restauração da ponte. A expectativa é que o projeto seja entregue até o fim de semana. “Vai ter que ser feita uma intervenção somente naquela viga. No resto da ponte não tem problema nenhum. Ele está fazendo o projeto da restauração daquele ponto afetado, com os calculistas. Como é uma ponte que está pronta, fazer a intervenção de uma viga é uma coisa um pouco mais trabalhosa. Substituir uma viga implantada é mais difícil, então tem que fazer o cálculo, a logística para nos passar”, conta Zanette.
Com o projeto, a Prefeitura fará uma contratação emergencial para executar o serviço, que deve demorar, pelo menos, 90 dias. “A parte mais delicada do projeto é a viga em si, porque é uma viga metálica. Tem que ser mandado fabricar uma viga daquele tipo. O prazo maior é a fabricação. O serviço de mão de obra é mais rápido. Depende não da mão de obra, mas da fabricação”, detalha o engenheiro da prefeitura de Araranguá.
Zanette garante também, que a estrutura não tem chance de queda. “Hoje ela está fechada. Se estivesse com o trânsito aberto, passando caminhão, ônibus, teria o risco. Por isso o fechamento, para resguardar as vidas das pessoas que passam”, diz.
Por Thiago Oliveira/TN Sul.
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