Farroupilha decreta emergência após tornado causar destruição no interior

Vendaval com rajadas acima de 100 km/h atingiu Vila Rica e deixou casas, escola e estradas danificadas

Após o tornado que atingiu Farroupilha, na Serra Gaúcha, na tarde de terça-feira (23), a prefeitura decretou situação de emergência no município. A medida foi oficializada na quarta-feira (24) e reconhece os prejuízos provocados pelo fenômeno climático extremo, que causou danos materiais, impactos sociais e dificuldades na prestação de serviços essenciais.

Segundo o Centro de Monitoramento da Defesa Civil estadual, este foi o segundo registro de tornado na região em um intervalo de apenas 15 dias. O interior do município concentrou os maiores estragos, especialmente a comunidade de Vila Rica, uma das mais afetadas pela combinação de chuvas intensas e ventos fortes.

Levantamentos apontam destruição parcial de moradias, danos significativos em escolas, além de comprometimento de estradas, pontes, pontilhões e bueiros, o que dificultou o acesso a algumas localidades. Também houve queda de postes, interrupção no fornecimento de energia elétrica e prejuízos econômicos à população.

Imagens aéreas analisadas por meteorologistas indicam destroços espalhados em diferentes direções, característica típica de tornados. De acordo com a Climatempo, as rajadas de vento provavelmente ultrapassaram os 100 km/h, considerando o padrão de danos observado.

Em Vila Rica, ao menos 15 residências tiveram os telhados arrancados. A Escola Municipal de Ensino Fundamental José Chesini também sofreu danos severos na cobertura. Apesar dos estragos, não houve registro de feridos, conforme informou a Defesa Civil municipal, embora algumas famílias tenham ficado temporariamente desabrigadas.

Com o decreto de emergência, fica autorizada a mobilização de todos os órgãos municipais para ações de resposta, assistência às famílias atingidas e recuperação das áreas danificadas. A medida também permite a contratação emergencial de serviços e a compra de materiais sem licitação, para agilizar os trabalhos de reconstrução. O decreto tem validade até 30 de abril de 2026 ou enquanto persistirem os efeitos do desastre.

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