Região está próxima de conquistar selo inédito da cerâmica branca

Processo conduzido pelo Sindicer e Sebrae comprova exclusividade geológica da matéria-prima de Morro da Fumaça e coloca o Sul catarinense prestes a obter a primeira Indicação Geográfica do país ligada à transformação mineral, fortalecendo um setor que busca o reconhecimento

No Sul de Santa Catarina, uma particularidade geológica moldou décadas de trabalho, identidade e desenvolvimento. Em cidades como Morro da Fumaça, Sangão, Içara e Criciúma, o que parece apenas argila é, na verdade, o coração de uma cadeia produtiva que abastece o estado com telhas, tijolos e peças cerâmicas estruturais. Em meio a um setor consolidado, um detalhe chama atenção: a região é a única do Brasil capaz de produzir telhas e tijolos naturalmente brancos. Um diferencial estético, energético e cultural que há anos busca reconhecimento oficial.

Essa exclusividade, resultado direto da composição mineral rara da matéria-prima local, sustenta a mobilização pela obtenção da Indicação Geográfica (IG) para as cerâmicas brancas e mescladas da região. Um movimento que já dura uma década, que sofreu interrupções e que, nos últimos anos, ganhou força suficiente para finalmente se aproximar do desfecho.

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