Tiago Monte
Criciúma
O Tricolor Carvoeiro faz mais uma final, no domingo, às 16h30, diante do Botafogo (SP). O time treinado por Eduardo Baptista busca a vitória para seguir sonhando com uma das vagas para a Primeira Divisão do ano que vem. E só os três pontos interessam para o Tigre nesse último jogo em casa da temporada.
O meia Jhonata Robert, autor do gol da vitória contra o Atlético (GO), no último domingo, destaca que o foco do elenco está na “final” de domingo. Depois, os jogadores vão pensar na última rodada, contra o Cuiabá, fora de casa. Ele também diz que não é momento de pensar nas partidas dos adversários diretos pelo acesso: Athlético (PR), Remo, Chapecoense, Goiás e Novorizontino. “O grupo está motivado. A gente sabe que tem que fazer a nossa parte, independente do que vai acontecer nos outros jogos. A gente tem que focar, primeiramente, em nós. Focar no Botafogo, depois no Cuiabá. A gente fazendo a nossa parte, acho que temos uma grande chance de subir, independente do que vai acontecer. A gente não tem que torcer para ninguém, mas, sim, fazer a nossa parte. Se a gente não fizer a nossa parte, não vai conseguir o nosso objetivo. Acho que o grupo está focado nisso e sabe o que tem que fazer”, enfatiza.
O jogador admite que fica feliz se algo der errado para os adversários que brigam pelo acesso, mas não fica focado em acompanhar os outros jogos. “A gente não tem muito que ficar se preocupando com outras coisas. Não vale a pena. Claro, a gente acompanha: se deu alguma coisa de errado e foi bom para a gente, a gente fica feliz, mas não que a gente está torcendo. Não é o caso. A gente está pensando no próximo jogo, de domingo. A gente não pode pensar nem no Cuiabá, a gente tem que pensar no Botafogo, porque sem vencer o Botafogo a gente não vai ter chance”, pontua.
Elogios à união do grupo de jogadores
Jhonata não faz cerimônia: para ele, este é o melhor grupo de jogadores que já trabalhou. O meia destaca a união e o empenho de todos, independente de serem titulares ou reservas, na busca pelo acesso carvoeiro. “A gente tem um grupo muito unido e que fortalece, que nos fez chegar até onde a gente está hoje. Esse grupo aqui foi o melhor grupo que eu já trabalhei. Em tudo. Tem momentos que é normal, difícil para todo mundo, mas ninguém solta a mão de ninguém, todo mundo junto, todo mundo se apoiando. Isso é muito bom. Acho que muitas das vezes, é o grupo que faz uma equipe vencedora. Então, isso é fundamental. Só tenho a agradecer a todo mundo por estar se dedicando, por estar se apoiando e lutando até o final, independente se está jogando ou não”, pontua.
O camisa 10 do Criciúma agradece ao técnico Eduardo Baptista que deu uma sequência de jogo a ele, algo que o jogador buscava há muito tempo na carreira. O abraço dado no treinador, após o gol marcado no último domingo, representa isso. “Gratidão. Abracei ele e agradeci pela oportunidade. É a oportunidade que eu precisava. Eu falei para o professor: ‘ obrigado por isso, por estar vivenciando isso. E por ter confiado no meu trabalho’. Graças a Deus estou podendo entregar, não só a ele, mas a todos que estão aqui: direção e presidente, que confiaram no meu trabalho. Não vinha tendo oportunidade, não vinha tendo sequência. E eles me deram isso. E eu só queria isso. Eu sempre falei isso, desde o início do ano: o que eu mais queria era jogar. Eu não quero ser protagonista, eu não quero ser nada. Eu só quero jogar, mostrar o meu futebol e ajudar a equipe a atingir esse objetivo do acesso”, destaca.
Sofrendo com muitas lesões, nos últimos anos, o jogador celebra o momento vivido e diz que as dificuldades são “páginas viradas”. “Essa pergunta dá um arrepio de alegria: saber que eu virei a página e consegui conquistar o meu objetivo. Eu sei que tenho muito mais ainda para atingir na carreira. Eu segui o conselho do meu pai e da minha família que falaram para eu continuar. E graças a Deus eu estou aqui, colhendo. Espero continuar e conseguir atingir o objetivo da carreira”, destaca.
Campeonato Brasileiro – Série B – 37ª Rodada
16/11 (domingo) – 16h30 – estádio Heriberto Hülse, em Criciúma
CRICIÚMA
Alisson; Jonathan, Rodrigo e Luciano Castán; Marcinho, Gui Lobo, Léo Naldi, Jhonata Robert e Felipinho; Diego Gonçalves e Nicolas. Técnico: Eduardo Baptista
BOTAFOGO (SP)
Victor Souza; Wallison, Ericson, Vilar e Gabriel Risso; Gabriel Bispo, Wesley Dias e Alejo Dramisino; Gabriel Barros, Léo Gamalho e Jefferson Nem. Técnico: Ivan Izzo
Arbitragem: Davi de Oliveira Lacerda; Auxiliares: Douglas Pagung e Pedro Amorim de Freitas (trio do ES); VAR: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ); AVAR: Andrea Izaura Maffra Marcelino (RJ) e George Alves Feitoza (AL)




