Tigre: Um símbolo das conquistas recentes

Fellipe Mateus chega aos 200 jogos com a camisa do Criciúma e representa o ressurgimento do clube no cenário estadual e nacional

Tiago Monte

Criciúma

Aos 22 minutos do segundo tempo, na partida de sábado, contra o Goiás, Fellipe Mateus entrou em campo e chegou aos 200 jogos com a camisa do Criciúma. Ele é um dos símbolos atuais do ressurgimento do clube, no cenário estadual e nacional. O meia está no clube desde 2021 e participou das maiores conquistas recentes: acesso para a Série A, em 2023, e o bicampeonato catarinense de 2023 e 2024. Além disso, Fellipe conquistou a Série B do Catarinense em 2022.

Por toda essa história, o jogador considera o Criciúma como o clube mais importante da carreira. “O Criciúma, hoje, e acredito até o último dia da minha carreira, vai ser o maior clube e que mudou a minha vida em todos os sentidos. Aqui nessa cidade nasceram dois filhos meus e conseguir fazer 200 jogos, hoje, no futebol, no cenário nacional, como é a rotatividade, é motivo de muito orgulho. Então, sem dúvidas, o Criciúma vai ficar eternamente marcado na minha vida”, diz.

O jogador atuava na Ferroviária (SP), adversário de sexta-feira, pela Série B, antes de chegar ao Criciúma. Ele lembra o momento do convite e o porquê de ter escolhido atuar no Tigre. “Eu lembro que eu estava na Ferroviária, que nós vamos jogar agora contra, e veio esse convite. Junto com o meu empresário, a gente conversou e como eu tinha jogado contra o Criciúma, me marcou bastante a torcida e o estádio. E eu já coloquei na minha mente, ‘pô, imagina eu jogando com a camisa do Criciúma?’. E tudo foi acontecendo naturalmente. Uma história linda escrita. Então, é um motivo de alegria estar passando por esse momento com essa camisa”, diz.

Pronto para ajudar na reta final da temporada

Desde o ano passado, Fellipe Mateus convive com lesões. Primeiro, uma grave no joelho, mais recentemente uma pubalgia (dor na região do púbis). Porém, agora, o jogador se diz recuperado e pronto para ajudar o time na reta final da Série B. “Estou bem melhor. Tive uma pubalgia, é um quadro que, após a cirurgia (no joelho), houve um desequilíbrio e, querendo ou não, isso acaba afetando. Como você volta, a musculatura está um pouco mais fraca e gera essa inflamação. Não é nem uma lesão, é um desequilíbrio muscular. Tem dia que você acorda bem, tem dia que você acorda com bastante dor. Então, a gente está trabalhando forte para que a gente possa ajudar nessa reta final. E eu quero muito estar ajudando de alguma forma. Então, vou deixar o torcedor bem tranquilo quanto a isso: a gente está cuidando. E eu quero estar dentro de campo para poder ajudar de alguma forma”, comenta.

Uma das temporadas mais bem sucedidas de Fellipe é a de 2023. Naquele ano, o Criciúma acabou perdendo, em casa, para a Chapecoense, mas depois se recuperou e conseguiu o acesso para a Série A. Nesse ano, o time perdeu para o Goiás, em uma situação muito parecida com a de dois anos atrás. Fellipe tenta usar a situação como exemplo para uma nova arrancada. “É um exemplo. Claro que a gente não vive de passado, é focar no hoje. Saímos quase de último colocado. Estamos na briga hoje. Isso já é um motivo de a gente comemorar bastante. Mas o grupo pode alcançar coisas maiores. E tem esse exemplo muito bem colocado, onde nós tínhamos que jogar fora, contra o CRB, e ganhamos. E, agora, vamos jogar contra a Ferroviária. Então, as chances ainda estão na mesa. Agora é o momento de trabalhar bastante, que a gente vai conseguir esse acesso, se Deus quiser”, ressalta.

Quando questionado se ele se considera um ídolo da torcida, Fellipe prefere a neutralidade. “Eu acho que fica para os torcedores e para todos em volta. Hoje, eu estou no clube, muito feliz, com a minha família na cidade. É um motivo de orgulho vestir essa camisa. Então, eu acredito que tenham muitos anos aqui com essa camisa, para poder fazer ainda mais história. E, no fim da minha carreira, se todos acharem que eu sou um ídolo, vou agradecer bastante a Deus por todo esse trabalho que eu tive aqui. E ser grato a todos que também acham”, finaliza.

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