Entre o pó do carvão e o barulho constante das peneiras, as escolhedeiras desempenharam um dos papéis mais duros e menos lembrados na construção de Criciúma. Eram mulheres que trabalhavam nas minas e usinas de beneficiamento do minério, encarregadas de selecionar manualmente o carvão, separando o bom do impuro; uma tarefa que exigia força, precisão e resistência.
Durante décadas, foram presença marcante nas carboníferas da região. De mãos calejadas e rostos cobertos de fuligem, as escolhedeiras ajudaram a sustentar o ciclo econômico que transformou Criciúma na “Capital Brasileira do Carvão”.
Muitas começaram ainda adolescentes, enfrentando longas jornadas, frio, calor e o peso da desigualdade, mas também formaram laços, criaram comunidades e contribuíram silenciosamente para o desenvolvimento da cidade que celebra 100 anos de emancipação.
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