escolhedeiras: mãos femininas que moldaram a história do carvão

Elas separavam o mineral, sob sol e poeira, sustentando famílias e ajudando a erguer a economia de Criciúma. A história de dona Maria, de 84 anos, é um retrato vivo da força dessas mulheres

Entre o pó do carvão e o barulho constante das peneiras, as escolhedeiras desempenharam um dos papéis mais duros e menos lembrados na construção de Criciúma. Eram mulheres que trabalhavam nas minas e usinas de beneficiamento do minério, encarregadas de selecionar manualmente o carvão, separando o bom do impuro; uma tarefa que exigia força, precisão e resistência.

Durante décadas, foram presença marcante nas carboníferas da região. De mãos calejadas e rostos cobertos de fuligem, as escolhedeiras ajudaram a sustentar o ciclo econômico que transformou Criciúma na “Capital Brasileira do Carvão”.

Muitas começaram ainda adolescentes, enfrentando longas jornadas, frio, calor e o peso da desigualdade, mas também formaram laços, criaram comunidades e contribuíram silenciosamente para o desenvolvimento da cidade que celebra 100 anos de emancipação.

Leia a matéria completa na edição desta sexta-feira, dia 24, do jornal impresso Tribuna de Notícias. Ligue para 4899109-5070 e garanta sua assinatura.

Últimas