Evento sobre mudanças na NR-01 lota auditório na Acic

Atividade promovida pelo Núcleo de Sustentabilidade e Compliance apresentou abordagens referentes ao tema

Uma talk sobre as mudanças na NR-01 e como elas irão impactar as empresas nos próximos meses, lotou o auditório Guido Búrigo, na Acic, na tarde de ontem. O evento, promovido pelo Núcleo de Sustentabilidade e Compliance da Acic, reuniu três especialistas com o objetivo de levantar amplos olhares sobre as obrigações a serem cumpridas pelas organizações.

No palco, a psicóloga Camila Spillere Busarello, a advogada Tairine Miguel Gomes e a jornalista Andressa Fabris abordaram aspectos de gestão de pessoas, jurídicos e de comunicação interna para uma plateia de aproximadamente 100 pessoas.

Fiscalização dos órgãos trabalhistas

A advogada Tairine Miguel Gomes, do escritório Camilo Dagostin Advogados, lembrou que a Norma Regulamentadora (NR-01) já existia, mas foi atualizada, e a partir do dia 26 de maio de 2026 passa a receber fiscalização dos órgãos trabalhistas.

“Já temos mais de 30 NRs bem estabelecidas que avaliam os agentes químicos, físicos e biológicos no Brasil. Mas agora, para se adequar à mudança da NR-01, as empresas precisam estar bem alinhadas e envolver diversos setores e profissionais como jurídico, RH, psicólogo, segurança do trabalho e comunicação interna, já que ela passa a abranger os riscos psicossociais”, destaca.

Toda empresa, exceto as MEIs que não têm funcionários, precisará se adaptar à norma que entra em vigor a partir de maio de 2026, enalteceu a psicóloga Camila Spillere Busarello, especialista em Desenvolvimento Humano e Organizacional e sócia da Rhitmoo Gestão de Pessoas.

“Essa medição dos riscos do ambiente de trabalho será feita ouvindo o colaborador por meio de pesquisa, conversa e até com um profissional terceirizado avaliando in loco aquele ambiente. Depois, com os riscos definidos, se traça um plano de ação com metas e prazos para minimizar estes riscos. E lembrar, a avaliação psicossocial é da empresa e do ambiente, o que é diferente de uma avaliação psicológica que se faz do indivíduo, do trabalhador”, explica Camila.

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