Uma reunião deverá ser marcada nos próximos dias entre advogados das famílias e o Ministério Público para discutir os próximos passos sobre a queda do balão em Praia Grande. Após a divulgação do inquérito policial, que não indiciou nenhuma pessoa pelo acidente, a intenção das defesas é que o MP dê andamento com o processo, mesmo com a definição negativa da Polícia Civil.
“A promotoria não é obrigada a seguir o que falou a polícia civil. O promotor pode, através de todos os erros, ele pode processar criminalmente o piloto e outros que possam estar envolvidos nesse acidente”, explica Rafael Medeiros da Costa, advogado da Associação das Famílias das Vítimas do Acidente de Balão em Praia Grande.
Investigações
Medeiros, também é advogado da família de Leandro Luzzi, 33 anos (patinador), que morreu na tragédia, contesta o resultado das investigações. Para ele, não existem dúvidas dos responsáveis diretos pela queda do balão em Praia Grande. “Existe toda uma cadeia de culpados por esse acidente, seja o piloto (Elves de Bem Crescêncio), que não era habilitado, uma aeronave que não era certificada e também as autoridades públicas”, avalia o advogado. Além disso, Medeiros quer saber por que o piloto não foi indiciado, já que teria sido ele o primeiro a pular do cesto.
“As pessoas estavam achando que ele ia pousar. Ele falou: ‘vai ter uma batida e todo mundo pula’. Ele foi o primeiro a pular, o primeiro a abandonar o cesto. Isto é uma falta de treinamento e uma falta de hombridade do piloto, que deixou as pessoas subirem depois de serem incendiadas de uma forma absurda ou caírem daquela altura a mais de 300 metros”, pontua Medeiros.
Por Maíra Rabassa/TN Sul.
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