Balneário Rincão: da rota de tropeiros à conquista da emancipação

Nesta sexta-feira, dia 3, cidade celebra os avanços sociais e econômicos que a consolidam destino turístico e lugar de moradia para milhares de famílias

Balneário Rincão tem no calendário uma data que marca sua identidade: 3 de outubro de 2003, quando a Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou a Lei nº 12.668, que oficializou a emancipação do então distrito de Içara. A conquista, fruto de décadas de reivindicações da comunidade, abriu espaço para que a cidade costeira se reinventasse e projetasse um futuro de autonomia e crescimento.

Avanços

Hoje, 22 anos depois, o município celebra não apenas sua emancipação, mas também os avanços sociais e econômicos que o consolidam como destino turístico e lugar de moradia. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população estimada é de 17.226 habitantes, número que revela a expansão urbana e a crescente atratividade da região.

Um território marcado pela história

Antes de ser balneário, o Rincão foi caminho. Em 1858, o então chamado “Rincão Comprido” era rota de ligação entre Laguna e Porto Alegre. A paisagem de dunas e lagoas, antes habitada por povos indígenas, aos poucos recebeu açorianos e famílias que viviam da pesca e da agricultura.

As origens do território remontam ainda mais longe: registros indicam que a primeira construção da região, a chamada Casa da Nação, foi erguida em 1560. Eram comuns, também, as casas edificadas à beira-mar pelos escravos, feitas com pedras e óleo extraído das baleias, evidenciando a importância da atividade baleeira naquela época.

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