Thiago Oliveira
Criciúma
O clássico é o jogo do inesperado. Mas Criciúma e Chapecoense levou esse termo a um outro nível. A partida disputada do estádio Heriberto Hülse teve de tudo. Gols, chances dos dois lados, lances bonitos, e até um placar de 2 a 1 com 11 jogadores de cada lado, se transformar em um 2 a 0 com um expulso. Mas o placar foi o que os mais de 15 mil torcedores queriam: vitória do Tigre no confronto direto e mais uma posição ganha na tabela.
Com o resultado, a nona vitória nos últimos 11 jogos, o Criciúma assumiu a terceira posição da Série B do Campeonato Brasileiro, com 42 pontos. Já a Chapecoense, invicta há 10 partidas, caiu para o quarto lugar, com 41 pontos.
Os gols da vitória tricolor foram marcados ainda no primeiro tempo pelo zagueiro Rodrigo, de letra, e por Nicolas, depois da cobrança de escanteio. A Chapecoense ainda diminuiu com Walter Clar, de pênalti, mas o árbitro anulou, pois durante a cobrança, flagrou uma agressão de Gabriel Inocêncio, que acabou expulso.
O Tigre volta a campo nessa semana para dois jogos. Na quarta-feira, terá time alternativo para enfrentar o Caravaggio, na Montanha, pela estreia da Copa Santa Catarina. Já pela Série B, o Criciúma joga na sexta-feira, fora de casa, contra o Volta Redonda.
Gols na sequência
O jogo começou animado. O Criciúma já se jogou ao ataque logo nos primeiros segundos, mas foi a Chapecoense que deu o primeiro chute do jogo, com Neto Pessoa, que recuperou a bola no campo de ataque, soltou a bomba de fora da área, mas foi para a linha de fundo.
A Chapecoense continuou com a marcação alta, e em uma saída errada do Criciúma, quase abriu o placar logo aos três minutos. O lateral Gabriel Inocêncio recebeu pela direita e chutou cruzado, parando apenas na defesaça do goleiro Alisson.
O time do Oeste marcava bem as investidas do Criciúma. Mas a bola parada fez a diferença para o Tigre.
Aos nove minutos, depois da jogada ensaiada na cobrança de falta pelo lado esquerdo, a bola foi levantada na área e o goleiro Léo Vieira saiu mal. Marcinho chutou cruzado, com força, e o capitão Rodrigo escorou para o gol com um toque de letra. O lance ainda foi para a revisão do VAR, mas foi validado. 1 a 0 Criciúma.
O gol empolgou a torcida. E também o time. Jhonata Robert levantou a bola na primeira trave e Nicolas, como bom camisa 9, apareceu entre os marcadores para fazer o segundo do Tigre.
Domínio tricolor
Com a boa vantagem no placar, o Tigre passou a dominar o jogo. Aos 22, Léo Naldi, com muito espaço, avançou pelo lado esquerdo em direção ao gol. O volante resolveu arriscar o chute, mas a defesa salvou no último instante.
A Chapecoense parecia não ter forças para ameaçar . Aos 25, quando teve chance, Bruno Matias bateu em cima da defesa, sem levar perigo ao goleiro Alisson.
Já o Tigre por pouco não chegou ao terceiro. Diego Gonçalves cruzou para a área e a bola passou por Jhonata Robert, que não conseguiu chegar. Na sequência, ainda bateu no pescoço do zagueiro Eduardo Doma.
O Criciúma achava espaços, principalmente pelos lados do campo. A Chapecoense, por outro lado, só conseguir se defender.
Quando finalmente chegou ao ataque, o time do Oeste conseguiu assustar. Bola trabalhada de um lado para o outro até que chegou em Rafael Carvalheira, que bateu de primeira. Para a sorte tricolor, o chute passou por cima.
Pênalti anulado e expulsão
O jogo se encaminhava tranquilo para o intervalo, até que uma sequência de lances mudou o panorama da partida. Aos 42 minutos, o atacante Marcinho da Chapecoense disputou a bola com Yan Souto dentro da área e caiu. O árbitro marcou o escanteio, mas chamado pelo VAR, assistiu ao lance e marcou o pênalti.
Neto Pessoa, que antes de vestir a camisa da Chapecoense, disputou 20 jogos pelo Criciúma neste ano e marcou apenas um gol, pegou a bola. O atacante, porém, deixou a bola para o paraguaio Walter Clar, que bateu muito bem, deslocando o goleiro Alisson e diminuindo o placar.
Mas enquanto os jogadores comemoravam, o árbitro foi chamado mais uma vez pelo VAR e flagrou uma agressão de Gabriel Inocêncio em cima de Felipinho. Quando Clar partia para a cobrança, o jogador deu um soco no rosto do lateral do Criciúma. O juiz, então, expulsou o atleta da Chapecoense e anulou o gol, marcando falta de ataque para o Tigre.
Mesmo com um a menos, a Chapecoense ainda pressionou o Tigre nos minutos finais, mas o jogo foi para o intervalo com o 2 a 0 no placar.
Segundo tempo para confirmar a vitória
O segundo tempo começou mais frio. O Criciúma dominava a posse da bola e buscava espaços na marcação adversária, mas sem acelerar muito o jogo. Já a Chapecoense, comum homem a menos, tinha muitas dificuldades para sair ao ataque.
O primeiro lance perigoso só apareceu aos 18 minutos. E a favor da Chapecoense. No contra-ataque, Marcinho passou pela marcação e arriscou o chute. Alisson, bem posicionado, fez a defesa.
O lance acordou o Tigre. Luciano Castán apareceu no campo de ataque e chutou com força. O goleiro deu o rebote, mas Diego Gonçalves bateu para fora. A bola passou do lado da trave. Pouco depois, Léo Naldi soltou uma bomba na direção do gol, mas Léo Vieira fez uma grande defesa.
E quando o Criciúma ameaçava, a Chapecoense quase surpreendeu. Aos 29 minutos, depois da cobrança de lateral jogada para a área, a bola sobrou para Walter Clar, que arriscou uma bicicleta e acertou a trave. No rebote, Alisson salvou o bom chute de Giovanni Augusto.
No lance seguinte, mais uma boa oportunidade para os visitantes. Depois da cobrança de escanteio, Bressan escorou para a segunda trave e Everton, completamente livre, cabeceou para fora.
O jogo ganhou emoção com chances para os dois lados. Aos 36, Felipinho tocou para Matheus Trindade que chutou da entrada da área e o goleiro fez uma grande defesa, jogando para escanteio. Na cobrança, quase o terceiro do Tigre.
Mas parou por aí. Nos últimos minutos, as equipes correram, mas não criaram chances efetivas. No fim, bom para o Criciúma que levou a melhor no clássico.




