Tigre busca 27 pontos para o acesso

Levando em consideração a média de pontos dos quarto colocados da Série B, em 10 anos, Criciúma necessita de 63 pontos para subir

Tiago Monte

Criciúma

Após um começo de competição desacreditado, flertando com as quatro últimas colocações da tabela, o Criciúma engrenou na Série B e, agora, mira o acesso para a Série A do ano que vem. Com 36 pontos na tabela, em 23 jogos, o Tricolor Carvoeiro necessita de 27 pontos, em 15 jogos, para chegar à Primeira Divisão do Brasileirão do ano que vem.

O levantamento leva em consideração a média de pontos dos quarto colocados na Série B dos últimos 10 anos. A pontuação fica em 62,9. Para arredondamento, consideramos 63 pontos. Assim, o time treinado por Eduardo Baptista precisa de nove vitórias, até o final do campeonato, para garantir o acesso. Claro que essa combinação pode ser feita por oito vitórias e três empates, por exemplo. Ou até sete vitórias e seis empates.

Entretanto, a pontuação para subir pode ser ainda menor. Em 2018, o Goiás subiu com 60 pontos e 18 vitórias. Assim, o Criciúma precisaria exatamente de oito vitórias, em 15 jogos, para subir. Por outro lado, a exigência também pode ser maior. Em 2015m o América (MG) precisou de 65 pontos para garantir uma vaga na Série A de 2016. Assim, as próximas rodadas dirão muito sobre o futuro da competição.

No acesso mais recente do clube, em 2023, o Criciúma somou 64 pontos. A mesma pontuação do Atlético (GO), quarto colocado, mas com vantagem no número de vitórias: 19 contra 17. Seguindo a lógica de dois anos atrás, o Tigre precisaria de 28 pontos para subir.

Discurso ainda é de chegar aos 45 pontos

Mesmo na quarta colocação da tabela – e fechando uma rodada pela primeira vez no G4 – o discurso interno no Tigre é de permanência. Assim, o foco é na chegada aos 45 pontos, para depois pensar em “algo mais”. “A gente vem trabalhando muito. O professor (Eduardo Baptista) vem batendo muito nessa tecla de se dedicar, trabalhar, que as coisas acontecem e elas começaram a acontecer. Então a convicção, o trabalho e o sonhar alto nunca mudou e acho que não vai mudar até o final da competição. A gente continua querendo coisas grandes, sempre com ‘os pés no chão’ e muita convicção naquilo que quer. Vamos buscar o primeiro objetivo, que é os 45 pontos. E aí, quanto mais cedo a gente buscar isso, a gente já começa a pensar lá pra frente”, comenta o centroavante Nicolas.

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