Tigre: Técnico elogia a resiliência dos jogadores na busca pela vitória

Para o treinador, a rápida concentração dos jogadores, após os gols sofridos, foi determinante para a recuperação

Tiago Monte

Criciúma

Após a vitória heroica da noite desta segunda-feira, o técnico Eduardo Baptista elogiou a entrega e a resiliência dos jogadores em campo para conseguirem reverter o placar. “O que foi crucial? Foi a resiliência. A gente tomou dois gols e, a todo momento, chamava e pedia calma. A gente sentia que a gente estava bem no jogo, a gente estava bastante superior e a gente não podia perder a cabeça naquele momento. É a resiliência de um grupo que sofreu bastante na minha chegada. Um grupo que apanhou bastante e nós aprendemos que a porrada vem, mas com o trabalho a gente sai disso”, desabafa.

Eduardo acredita que o jogo desta segunda-feira resume um pouco a trajetória dele, até aqui, no comando técnico do Criciúma. “A gente vinha num baita momento. Talvez um dos melhores inícios nossos. Alucinante, com criação de jogadas. E, na primeira vez que o Athlético passou do meio campo, que ele finalizou em gol, conseguiu o pênalti e, logo em seguida, desequilibrou um pouquinho e acabou fazendo o 2 a 0. Então, acho que a resiliência, o amadurecimento dessa equipe foi o ponto preponderante. A gente aprendeu bastante”, detalha.

Para o treinador, a rápida concentração dos jogadores, após os gols sofridos, foi determinante para a recuperação. “O primeiro gol desconcentrou um pouquinho. Já tomamos o segundo, quase tomamos o terceiro. E aí a gente pediu equilíbrio, mas logo a gente reequilibrou. E continuou o domínio, continuou empurrando. Prova disso que, no jogo todo, foram 19 finalizações nossas contra seis ou sete deles. Dessas 19, umas 13 foram dentro da área. Isso é bastante emblemático e nós pegamos uma grande equipe. que acabou de eliminar o São Paulo (da Copa do Brasil)”, explica.

Para Eduardo, o confronto foi “um jogo de Série A na Série B”. “Um jogo de muitas variáveis, dois times que se enfrentaram no ano passado, de muita qualidade. Foi um jogo bonito de se ver. Quem não é torcedor nem do Athlético e nem do Criciúma, ficou preso na tela. O jogo tinha muitas variáveis, tinha bastante briga, disposição, que pede a Série B, mas também tinha muita plástica, muita jogada. A bola rodou, a bola rolou, e aquilo que eu falei: a gente hora vai jogar, mas tem horas que vai ter que brigar primeiro e nós ganhamos os duelos. Então, acho que esse jogo traduziu muito isso. E um grande jogo. Um jogo gostoso de participar. Lógico, adrenalina lá em cima. Mas um jogo de muita qualidade da equipe do Criciúma”, finaliza Eduardo.

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