“Adultização” de crianças nas redes pode virar pauta para projeto na Câmara

A prática ganhou repercussão após campanha realizada pelo Influenciador Felca

Nesta segunda-feira (11) o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos) informou que a “adultização” de crianças e adolescentes nas redes sociais pode virar pauta para projetos que tem o objetivo de combater ou restringir o alcance de perfis e conteúdos que usam dessa prática.

O assunto ganhou repercussão após denúncias realizadas pelo influenciador digital Felca Bress. Em um vídeo publicado em seu canal, que já conta com mais de 28 milhões de visualizações, Felca expõe perfis que usam crianças e adolescentes de forma explícita, com pouca roupa, dançando músicas sensuais ou falando de sexo em divulgações nas plataformas digitais. Os perfis denunciados estariam utilizando desse tipo de conteúdo para aumentar as visualizações e arrecadar mais recursos, a chamada “monetização” dos conteúdos.

A ‘adultização’ infantil se refere à exposição precoce de crianças a comportamentos, responsabilidades e expectativas que deveriam ser reservadas aos adultos. A prática pode provocar a erotização e apresentam efeitos que prejudicam o desenvolvimento emocional e psicológico das crianças, segundo a Instituto Alana, organização que trabalha na proteção da criança e do adolescente. 

FOTO: FELCA0/INSTAGRAM

“O vídeo do Felca sobre a ‘adultização’ das crianças chocou e mobilizou milhões de brasileiros. Esse é um tema urgente, que toca no coração da nossa sociedade. Na Câmara, há uma série de projetos importantes sobre o assunto. Nesta semana, vamos pautar e enfrentar essa discussão. Obrigado, Felca. Conte com a Câmara para avançar na defesa das crianças”, afirmou Motta em uma rede social. 

Brasília (DF), 25/06/2025 - Presidente da Câmara dos deputados, Deputado Hugo Motta, participa do anúncio da federação partidária,  Solidariedade e PRD. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
FOTO: Lula Marques/Agência Brasil

O advogado-geral da Uniao (AGU), Jorge Messia, também comentou sobre o tema, ele alertou sobre a promoção de conteúdos criminosos pelos algoritmos das redes sociais:

“Regulamentar adequadamente o uso de plataformas digitais é uma necessidade civilizatória dos nossos tempos: algoritmos têm propagado conteúdo criminoso com crianças. Quem confunde combate à pornografia infantil com ‘censura’ age de má-fé”, destacou.

Via Agência Brasil.

Últimas