Apresentações da peça Sobre(vivências) segue no Colégio Heriberto Hülse

No total,   mais de 600 estudantes  do ensino médio serão contemplados com a encenação que fala das vivências femininas  marcando o Agosto Lilás, mês  de conscientização e combate à violência contra a mulher

A peça teatral Sobre(vivências), do grupo de teatro Coletivo Livre, pela primeira vez se apresenta em cinco escolas públicas de Criciúma. O Colégio Heriberto Hulse, do bairro Próspera, recebe o espetáculo, às 11h, nesta segunda-feira, 11 de agosto. A estreia da circulação foi no  dia  06,  no Marista Social. No total,   mais de 600 estudantes  do ensino médio serão contemplados com a encenação que fala das vivências femininas  marcando o Agosto Lilás, mês  de conscientização e combate à violência contra a mulher. 

Recebem o espetáculo ainda as escolas: CEDUP Abílio Paulo, no dia 13/08, às 10h15;  Instituto Federal de Educação (IFSC), no dia  26/08 às 13h30 e o Colégio ⁠Humberto de Campos no dia 28/08 às 10h15. Promovendo a inclusão, a apresentação conta com uma intérprete de Libras.   A produção é realizada pelo Coletivo Livre e produzida pelo Gaveta Criativa com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura do município de Criciúma (PNAB).                  

“O espetáculo Sobre(vivências), reflete sobre  as dores das  mulheres a partir de confissões de intimidades contadas por elas mesmas  e   estruturada a partir dos    textos dos livros: “As janelas e outros contos” de Cristiane Dias e, “Esperança Feminista”, de Debora Diniz e Ivone Gebara””, explica a atriz Mixa Miranda.  Conforme ela, a peça  ultrapassa  os palcos e leva uma proposta  social: “Recebemos relatos de mulheres que, após assistirem à peça, encontraram forças para saírem de  relacionamentos abusivos. E,  após muitos pedidos, decidimos fazer esta circulação nas  escolas, ressaltando que é na adolescência o início da  construção dos relacionamentos afetivos  e, é este olhar preventivo  que levamos aos estudantes, promovendo a conscientização contra a violência à mulher,” analisa a atriz Mixa.

Após cada apresentação acontece uma roda de conversa mediada pela assistente social Priscila Schacht.       

A apresentação é importante devido ao aumento da violência doméstica em vários locais e, por serem alunos de várias classes e bairros  com famílias não muito estruturadas. Desta forma, sentimos  a  necessidade deste esclarecimento por meio da arte, onde podemos  identificar  os abusos por familiares podendo de alguma forma ajudar”,  destaca o assessor de Direção do Colégio Heriberto Hulse , bairro Próspera, Sidnei Ferreira.    

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