Tiago Monte
Criciúma
Sem tempo para descanso, o Criciúma já volta a campo amanhã, a partir das 21h35, diante do Operário, em Ponta Grossa (PR). Será a abertura do segundo turno da Série B. A equipe carvoeira vive grande fase com quatro vitórias consecutivas, mas, para a partida fora de casa, o técnico Eduardo Baptista não poderá contar com três jogadores: Marcelo Benevenuto, Gui Lobo e Diego Gonçalves. Todos tomaram o terceiro cartão amarelo, na terça-feira, diante do Cuiabá, e estão fora do confronto.
O treinador carvoeiro avalia as ausências. “Perdas significativas e importantes. O Diego (Gonçalves), nos momentos mais difíceis, eu sentei todo dia com ele e falei: ‘acredito em você’, v’ocê tem capacidade’. Nós fizemos grandes jogos e, mesmo com todas as críticas, eu dei força a ele e ele respondeu. O Diego joga pelo lado, de ‘9’… Ele praticamente muda o segundo tempo (contra o Cuiabá), e empurra o time deles para trás, criando, conduzindo bolas, segurando, brigando em cima… Ele fez um papel de um centroavante, em alto nível, então eu fico feliz pela retomada dele. É uma perda significativa. O Benê (Marcelo Benevenuto) é um cara experiente e, lá em Ponta Grossa, nós vamos usar de experiência. E o Gui (Lobo) acho que é o símbolo desse nosso time: simplicidade, garra e técnica. Acho que ele traduz um pouco esse Criciúma dessa reta final do primeiro turno, mas a gente trabalha como um todo e dá atenção para todos. A gente tem um acompanhamento da base muito forte e tem que suprir. O meu papel é achar situações e posições para que a gente possa fazer um time tão forte quanto o de hoje (terça-feira), competitivo, para que a gente possa voltar com uma pontuação de Ponta Grossa”, ressalta.
Os favoritos para entrar no time são Yan Souto, Juninho e Samuel Otusanya. Leo Naldi, que é uma opção constante do treinador, está com um dedo quebrado e será avaliado. Entretanto, Baptista pode apostar em Marcinho ou Luiz Henrique como terceiro zagueiro e usar o outro como ala. Na frente, Jean Carlos pode ser opção, com um esquema tático mais povoado no meio campo, deixando apenas Nicolas no ataque. As definições sairão apenas uma hora antes da partida de amanhã.
O sonho do acesso cada vez mais vivo
O técnico Eduardo Baptista admitiu, após o jogo contra o Cuiabá, que sempre sonhou com o acesso do Criciúma. Porém, ele adverte ainda sobre as dificuldades da Série B e diz que o segundo turno será ainda mais complicado. “A verdade é que, quando eu vim para cá, eu sempre sonhei com acesso. Sabia das dificuldades, o campeonato é muito peculiar. Se por um acidente, a gente tivesse perdido do Botafogo, na rodada passada, a gente entraria na rodada há dois pontos da zona do rebaixamento. Então, a gente tem que ter cuidado e a gente conhece um pouquinho da Série B. O segundo turno é muito mais difícil, só que a gente se qualificou em termos de competitividade, confiança e amadurecimento dos atletas”, destaca.
Para o treinador, o time hoje é muito diferente de quando ele chegou. “O Criciúma, hoje, é muito diferente de quando a gente começou, mas a gente sabe que vai ser um campeonato duro. O Criciúma, com toda essa torcida, entra com mais oito times brigando”, enfatiza.




