Tigre, de vez, na briga pelo acesso

Com a sequência positiva das últimas rodadas, equipe fica há apenas três pontos do G4 da Série B e se candidata a uma das vagas na Série A de 2026

Tiago Monte

Criciúma

O Criciúma está, sim, na briga por uma das vagas na Série A de 2026. Invicto há três partidas, o time tem apenas uma derrota, nos últimos oito jogos, e vive um momento de ascensão na Série B. O atacante Nicolas, autor do gol da vitória, diante do Atlético (GO), na sexta-feira, comemora a aproximação com a parte de cima da tabela. “Eu acho que a gente, a todo momento, buscou isso. A todo momento buscamos, na competição, nos aproximar o mais rápido possível da turma de cima. E, hoje, também por causa da rodada, que foi muito positiva para a gente, conseguimos ficar há três pontos do G4. Para nós, isso é maravilhoso. Acho que o Criciúma entra na competição para isso: buscar o acesso a todo momento”, comenta.

Por outro lado, o experiente jogador de 35 anos adverte que obter o acesso não é uma missão fácil. Entretanto, o sonho existe. E é válido. “Sabemos que é muito difícil. Tem muitas rodadas ainda pela frente, mas a gente sonha. Quem está aqui tem que sonhar alto. E nada mais natural do que a gente buscar o G4 e estar feliz pelo momento também. Acho que a gente entra num outro cenário da competição: essa vitória (contra o Atlético (GO)), da maneira que foi, aonde foi, contra quem foi, acho que nos fortalece muito para a competição. Isso é muito importante”, pontua.

Mesmo com o bom momento vivido, Nicolas acredita que o Criciúma precisa melhorar mais na Série B. “A gente precisa melhorar como elenco. É natural. A competição, em si, vai melhorando, evoluindo. Você vê aí as equipes de baixo todas pontuando, inclusive nos ajudaram bastante nessa rodada. E o pessoal vem se reforçando. Então, todos que se reforçam, melhoram tecnicamente, e aí eu deixo essa questão para a direção e a comissão, eles sabem da necessidade, das peças que precisam. Se é que precisam. A gente, como um grupo, precisa evoluir. Individualmente, cada atleta precisa crescer e também coletivamente para que a gente possa buscar esse acesso”, enfatiza.

Dedicação total em prol do clube e do grupo

Experiente, Nicolas é um dos jogadores que mais se dedica em campo. Ele tem grande participação nas partidas e raramente é substituído. Para ele, esse profissionalismo não é fácil e é fruto de muito trabalho.”A gente trabalha muito aqui, internamente, também, na parte física, e o estafe, assim como todo o clube, nos dá muito suporte. Desde departamento médico, fisioterapia, preparação física… tem um corpo de profissionais muito grande. E a gente, assim que se apresenta, pós-jogo, já pensa muito na recuperação e no treino”, comenta.

Nicolas ressalta que todos os jogadores precisam se conscientizar do profissionalismo que é necessário para atingir grandes resultados. “Eu acho que o atleta precisa se conscientizar disso, porque se você não descansa e trabalha, você acaba não aguentando a batida de jogos. Se não me engano, na temporada, eu estou com quase 40 jogos. Temos mais 20 jogos pela frente ainda, então, o calendário do Campeonato Brasileiro exige muito disso: o profissionalismo individual. Então, eu procuro me cuidar sempre, descansar bastante, me alimentar bem e aproveitar o maior número de sessões possíveis de treino, para que no jogo as coisas se tornem um pouco mais fáceis. Nunca é fácil, mas a gente minimiza um pouco as dificuldades do jogo. Acho que é por isso também que eu, mesmo com 35 anos, tenho suportado, aguentado bem, mas isso é fruto de muito trabalho”, explica.

O jogador garante que dedicação, da parte dele, nunca faltará em campo. “Eu acho que, na minha apresentação, eu comentei sobre isso: às vezes eu não vou entregar gol em todos os jogos, mas a vontade, a busca pelo melhor da equipe, para contribuir, nunca vai faltar. Isso é algo meu, está no DNA, característica. Então isso nunca vai faltar. E, obviamente, quando sai o gol, a gente fica feliz. Porque além de ajudar a equipe, eu melhoro meus números individuais. E eu espero, sim, estar sempre marcando (gols), mas quando eu não marcar, pode ter certeza que entrega nunca vai faltar”, ressalta.

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