Tigre: Jean Carlos e Jhonata Robert podem jogar juntos?

Autor do gol da vitória contra a Ferroviária, ex-meia do Juventude comenta a questão e deixa a decisão para o técnico Eduardo Baptista

Tiago Monte

Criciúma

Desde a chegada do meia Jean Carlos, no Criciúma, e o crescimento do desempenho de Jhonata Robert, a pergunta entre os torcedores carvoeiros e entre repórteres e comentaristas que acompanham o clube é: Jean Carlos e Jhonata Robert podem jogar juntos? Para muitos, a colocação deixa de ser uma pergunta e vira uma alternativa: Jean Carlos e Jhonata Robert devem jogar juntos.

Em entrevista coletiva, na manhã de ontem, Jean Carlos deu a opinião dele sobre o fato. “Eu acho que não só a questão de eu e o Jhonata Robert. Hoje, a gente chama o jogador desta posição de médio: tem eu, tem o Fellipe Mateus, tem o (Gustavo) Maia, que chegou agora, tem o Diego… Então, eu acho que, com essas peças, o professor (Eduardo Baptista) é muito inteligente para fazer o que ele achar melhor. Acredito que dá para jogar tanto um quanto o outro. Como eu disse: tem o Fellipe Mateus, tem o Maia tem o Diego… Acho que ele (Eduardo Baptista) é inteligente o suficiente para mexer como ele achar que tem que mexer”, comenta.

Ao mesmo tempo que Jean chegou, Jhonata também evoluiu e começou a se destacar nos jogos. Jean exalta o crescimento do companheiro e a disputa saudável por uma vaga no time titular. “Eu cheguei e estava no estádio naquele jogo contra o Vila Nova. Depois eu comentei com meus agentes que fiquei muito feliz que, apesar das vitórias não estarem vindo, nosso time produzia muito. O Jhonata foi bem naquele jogo e eu acho que é uma disputa saudável. Todos querem jogar, eu também quero e o importante é que o Criciúma vai ganhar com isso. Eu acho que tem que ter essa disputa sadia. É um grupo muito bom, um ambiente muito bom, e onde todos, repito, vão querer jogar. E isso é normal. E o professor vai ver a melhor escolha e maneira. E de novo, repito, quem vai ganhar com isso é só o Criciúma”, ressalta.

Em busca de “reinvenção” dentro de campo

Ano após ano, o futebol passa por evoluções táticas e estratégicas e os jogadores vão se adaptando às mudanças. Há algum tempo, Jean Carlos era considerado um “10”. Ou seja, aquele meio-campista que cadencia e pensa o jogo. Porém, hoje, já não é mais essa apenas a função do jogador.“A gente tem que se reinventar. A cada ano, o futebol está ficando muito dinâmico. Então, a gente tem que estar se reinventando. Eu joguei muitos anos da minha carreira por dentro, como um meia, como um ‘dez’, articulador. Isso até eu chegar no Ceará. Aquele ano teve bastante mudanças: eu fiz ‘beirada’, eu fiz segundo homem do meio campo, então, isso foi bom para eu conhecer novas posições. Hoje em dia, você vive várias formas de jogo, principalmente na minha característica. Às vezes, o time não joga ali com meia fixo, hoje costuma chamar um médio, que eu vinha fazendo também no Juventude e o jogo do professor (Eduardo Baptista) é um jogo muito ofensivo”, pontua.

O esquema de Baptista, com marcação sob pressão, agrada ao jogador. “É uma maneira muito bacana de se jogar, que a gente joga com intensidade, mas correndo para frente. Então, eu não vejo que foi uma adaptação difícil, não. Era uma posição que eu já conhecia, tanto pela direita quanto pela esquerda. É uma maneira bacana e eu gosto muito desse estilo de jogo, que a gente corre para frente, que a gente marca pressão, lá em cima, porque, quando você rouba a bola, você já está ali perto do gol. Então não foi difícil a adaptação, não. Estou muito contente, muito feliz e pronto. Na hora que o professor precisar, eu estou disposto para ajudar”, pontua.

Após marcar o gol da vitória, no domingo, Jean extravasou na comemoração e ele explicou os sentimentos daquele momento. “São muitos motivos: a alegria de estar marcando pela primeira vez dentro de casa, no novo clube. Fazia um tempinho que eu não marcava: tinha marcado (gol) no Estadual, então acho que todo jogador, principalmente ali do meio pra frente, sempre está querendo fazer gol. Então, aquele momento, em um jogo difícil, você poder fazer o gol da vitória, em casa, com a torcida necessitando de uma vitória, como foi, eu acho que acho que você consegue colocar todo o sentimento para fora. Foi o que eu senti ali no momento: aquela alegria ali de poder marcar, sabendo que era uma vitória muito importante pra gente. Foi essa alegria, essa emoção de poder marcar meu primeiro gol dentro de casa e ainda mais sendo o gol dos três pontos”, explica.

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