Criciúma
Edson Padoin
cidades@tnsul.com
APenitenciária Sul, localizada em Criciúma, é uma das maiores e mais seguras do estado de Santa Catarina. Com capacidade para 740 detentos, a unidade atualmente abriga 870 presos, o que representa uma superlotação que, segundo o diretor Johnny Cascaes Inácio, não chega a prejudicar a segurança da estrutura, mas coloca pressão sobre áreas como salas de visitação e pátios. Em uma tarde de visita à unidade, a reportagem do Tribuna de Notícias teve a oportunidade de conhecer de perto a realidade de detentos, familiares e policiais penais, além de observar a rotina da unidade e sua infraestrutura.
A Penitenciária Sul é composta por seis galerias, sendo quatro internas (no prédio mais antigo) e duas externas, que surgiram a partir de ampliações realizadas ao longo dos anos. Embora a estrutura tenha sido projetada inicialmente para 300 detentos, com o tempo, a população carcerária cresceu consideravelmente. “A penitenciária foi ampliada diversas vezes, mas algumas áreas, como as salas de visita e pátios, não acompanharam o aumento. O grande desafio é a superlotação, mas ainda conseguimos manter tranquilamente a segurança”, explica Johnny Cascaes Inácio, diretor da unidade.
Separação
Entre as peculiaridades da penitenciária, destaca-se a separação dos detentos por facções criminosas e o sistema de segurança que impede qualquer tipo de contato físico durante as visitas. “Aqui, os presos de facções diferentes não se misturam. A gente faz a triagem e, se o preso disser que é de uma facção, vamos confirmar e garantir que ele não tenha contato com os outros”, afirma o diretor.
Atualmente, a penitenciária abriga detentos de diferentes facções, mas toma medidas rigorosas para evitar confrontos. Além disso, ao entrar, o preso é submetido a uma triagem que inclui revista pessoal, fornecimento de uniforme, chinelo e outros itens básicos, como toalha e sabonete, conforme explica o diretor.
“Tentamos separar os crimes por cela, mas como o espaço é limitado, não tem muito que fazer. O que também realizamos é a classificação de quem irá ficar no ‘convívio’ e quem fica no ‘seguro’, que são as pessoas que cometem crimes como estupro ou estão jurados de morte”.
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