Participação popular não avança no Legislativo de Criciúma

Iniciativa que possibilitaria uma maior interação da comunidade de Criciúma foi arquivada na sessão de ontem

Criciúma
Paulo Paixão
politica@tnsul.com

O Projeto de Emenda à Lei Orgânica que foi assinado por 12 vereadores e tinha a intenção de dar uma maior representatividade dos cidadãos criciumenses na Câmara de Vereadores foi rejeitado e arquivado durante a sessão do Legislativo da tarde de ontem.

Para defender a questão, que tinha como objetivo permitir que os cidadãos pudessem tomar parte ativa na construção das leis que regulam o município, o Fórum de Entidades de Criciúma (Forcri) esteve presente durante a sessão, representado pelos integrantes Amarildo Cardoso e Tito Lívio de Assis Góes. Para tentar convencer os vereadores, usaram exemplos de cidades que já fizeram a mudança na Lei Orgânica e possibilitam uma maior participação de seus cidadãos. Também exemplificaram algumas importantes leis que foram criadas através da participação popular no Brasil.

Comissões

A proposta foi aprovada em todas as comissões da Câmara de Vereadores, mas quando chegou ao Plenário, apenas sete vereadores votaram a favor e dez foram contrários. O vereador Zairo Casagrande (PDT), que foi um dos que assinou a matéria, lamentou o arquivamento da proposta. “Lamentável. A Câmara de forma lacônica termina como sempre foi: um puxadinho do Executivo”, relacionou o pedetista.

Da mesma forma o vereador Julio Kaminski (Progressistas) comentou que a maioria dos vereadores puderam ter um receio em relação ao que poderia acontecer, caso fosse aprovado este projeto, e lamentou a não aprovação do mesmo. “A gente lamenta profundamente o fato de não ter sido aprovado, o meu voto favorável eles tiveram e não poderia ser diferente”, reverberou o vereador. Kaminski ainda disse que a participação da comunidade deve ser uma necessidade e que faltou mais discussão entre os legisladores. “A gente tem que ver que o mundo está se transformando tanto, que a participação das pessoas cada vez mais precisa ser uma necessidade, e não uma condição. Então eu acho que isso precisa ser amplamente discutido, debatido e mostrar a importância das pessoas se envolverem diretamente. Eu só posso lamentar e acredito que a falta de informação ou o debate mais amplo tenha faltado para uma melhor compreensão”, afirmou.

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