Forquilhinha
Luan Ghisi
cidades@tnsul.com
A cidade de Forquilhinha acabou confirmando que, nessa semana, registrou o seu segundo caso de coqueluche no ano. Além disso, um alerta foi criado em todo o estado, tendo em vista os números alarmantes que estão sendo vistos em Santa Catarina. Essa é uma doença infecciosa, causada por uma bactéria e é altamente transmissível. Ela afeta as vias respiratórias, causando crises de tosse seca e falta de ar e afeta principalmente bebês, como aconteceu na cidade Sul Catarinense nos últimos dias, quando uma criança de apenas 1 ano e 4 meses testou positivo.
Contaminação
No final de outubro, a Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), emitiu um alerta sobre o aumento nos casos de coqueluche no estado. Na ocasião, mais de 100 casos já tinham sido registrados no estado. A doença acomete principalmente crianças e lactentes até os seis meses de idade.
No Sul Catarinense, alguns casos estão chamando a atenção. Além do bebê que foi diagnosticado com a doença na última terça-feira, Forquilhinha registrou, há dois meses, a infecção de um adolescente de 16 anos. Outro município da região também já apresentou casos. Em Criciúma foram 17 casos suspeitos no ano, com dez negativos, dois positivos e ainda cinco análises em andamento.
Os dois positivos em Criciúma, inclusive, envolveram bebês, de três meses e 40 dias, que, segundo o secretário Municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, estão sob monitoramento e estáveis. A doença é altamente transmissível, já que o contaminado pode infectar outras pessoas através de gotículas da tosse, espirros ou mesmo ao falar.
Segundo João Augusto Brancher Fuck, diretor da Dive, o aumento segue uma tendência mundial e em julho deste ano a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAs) já havia emitido um alerta sobre o tema.
“A coqueluche é uma doença sazonal e que apresenta aumento cíclico de casos, sem um fator explícito conhecido, situação esta que pode estar colaborando com o que foi identificado no estado, juntamente com a baixa cobertura vacinal, a sensibilização da vigilância e a melhoria do diagnóstico laboratorial, com a implantação do exame PCR pelo Laboratório Central de Saúde Pública. Lembramos que foram vários anos com a cobertura vacinal abaixo da recomendada, e isso pode contribuir para esse cenário”, explica o diretor.
Prevenção
A vacinação é a principal forma de controle da doença. O imunizante faz parte do Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível nos postos de saúde pelo estado. Em 2014, foi implantada a vacina dTpa para gestantes, que tem como objetivo passar anticorpos para proteger o bebê até que ele complete o esquema vacinal da pentavalente.

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