Morro da Fumaça
Edson Padoin
cidades@tnsul.com
AApae de Morro da Fumaça comemorou quatro décadas de história e compromisso com a inclusão e o atendimento a pessoas com deficiência. O evento, que também marcou a Festa da Família, foi realizado no último sábado, no ginásio da escola, sendo uma ocasião para relembrar conquistas e reafirmar o compromisso da instituição com a comunidade.
UNIÃO
A história da Apae de Morro da Fumaça começou há 40 anos, quando um grupo de senhoras, sensibilizado pelo aumento de pessoas com necessidades especiais no município e pelas dificuldades enfrentadas pelos alunos que frequentavam a Apae de Urussanga, decidiu criar uma unidade local. “No início, os alunos tinham que viajar para Urussanga, e isso gerava muitas dificuldades, especialmente no transporte”, explicou Ocinéia Maragno Maccari, a Néia, segunda secretária da diretoria da Apae. Ela recorda que, nos primeiros anos, a Apae enfrentou desafios significativos, operando inicialmente em locais temporários, como o Salão Paroquial e casas alugadas, até que, em 1988, a instituição finalmente se estabeleceu em Morro da Fumaça.
Néia, que ingressou na Apae em 2003 e ainda continua como voluntária, ressaltou as melhorias significativas que a instituição experimentou ao longo dos anos. “Naquele tempo, não era fácil, mas hoje, vendo a estrutura atual da nossa escola e os atendimentos oferecidos, sinto que temos um atendimento muito diferenciado na Região Carbonífera”, afirmou. A Apae de Morro da Fumaça é agora conhecida por seu atendimento completo e especializado, que abrange desde a pedagogia até a saúde.
EVOLUÇÃO
A diretora da Apae, Danúbia Olinda Sartor Recco, destacou o crescimento e a evolução da instituição. “Hoje, atendemos 130 alunos, desde crianças pequenas até idosos, com um quadro completo de profissionais, incluindo professores de musicalização, informática, artes, educação física, além de médicos, psicólogos e terapeutas”, disse Danúbia. Ela também mencionou que a Apae enfrenta desafios relacionados ao espaço físico, já que o número de terapias e atendimentos individualizados exigem uma estrutura mais ampla do que a atual.
A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência, que ocorre de 21 a 28 de agosto, foi uma oportunidade para refletir sobre a trajetória da Apae e o tema deste ano: “Nossa história, quem somos e o que fazemos”. Danúbia ressaltou a importância da participação da família na construção da história da Apae e no fortalecimento do movimento apaeano.
Entre as atividades planejadas para celebrar o 40º aniversário da Apae, estava o 1º Passeio Ciclístico da Apae, que foi adiado para o dia 31 de agosto devido às condições climáticas. Este evento visa promover a inclusão e a equidade, permitindo que os alunos, dentro de suas possibilidades, participem ativamente. Além disso, uma missa de ação de graças está agendada para o dia 16 de outubro, data do aniversário da instituição.
História começou em 1984
A Apae de Morro da Fumaça foi fundada em 16 de outubro de 1984, por iniciativa de um grupo de senhoras do município, que tinham como líderes Zenália Maria Salviato Naspolini e Angela Maria Lango Pizzolatti, que se tornou a primeira presidente da instituição. Posteriormente, sucederam a esse cargo: Acy Nunes Naspolini, Nelza Bortolatto Naspolini, Zoraide Maria Salviato de Costa e atualmente, é exercido por Marilza Fátima de Rochi Maccari.
No início, a Apae não possuía sede própria e por esse motivo, os cinco educandos eram atendidos na Apae de Urussanga.
Em pouco tempo, constatou-se um número maior de pessoas com deficiência no município e a necessidade de criar a Escola Bem Me Quer, com o incentivo do Delegado Regional das Apaes, Dr. Itamar Medeiros, sendo a primeira diretora a Sra. Zoraide Maria Salviato de Costa.
Nessa época, o funcionamento da escola iniciou no salão paroquial e depois em casas alugadas pela prefeitura. O transporte dos educandos era de responsabilidade da Cermoful. A equipe profissional era composta pela diretora, cinco professores, uma servente e uma psicóloga, para o atendimento de 27 pessoas.
Na possibilidade de melhorar as atividades desenvolvidas na instituição, a diretoria se empenhou na busca de recursos para aquisição de um terreno e construção da sede própria.
Em 1986, a Apae adquiriu o primeiro meio de transporte e em 1988, concluiu parte da sede própria, que ao longo dos anos foi sendo ampliada.
Nos últimos anos, o termo “Escola Especial”, por determinação do governo estadual passou a ser substituído por Caesp – Centro de Atendimento Educacional Especializado.
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