Tiago Monte
Criciúma
Há quase três anos no comando do Tigre, o técnico Cláudio Tencati tem como característica não se apegar apenas a um sistema tático. É muito normal vê-lo mudar a estratégia – e o esquema de jogo – entre uma partida e outra. As soluções encontradas pelo comandante geraram até uma espécie de mantra entre os torcedores do Criciúma: “Tencati tem um plano”.
O próprio comandante confirma que não gosta de ficar apegado a um sistema de jogo. “Tem treinador que defende: ‘minha equipe só joga dessa forma e eu não mudo’. Eu sou ao contrário. Na minha opinião, sou um treinador tático. Se eu tiver que mudar, eu mudo. Se eu tiver que fazer, eu faço. Eu entendo que não posso ficar fadado a algo que eu acredito que não vai dar certo. Então, eu tenho que fazer com convicção e isso é um DNA nosso”, pontua.
Tencati procura buscar informações sobre equipes históricas de sucesso no futebol. E se inspira nelas para fazer mudanças no Criciúma. “Eu tenho um amigo que sempre diz: ‘surpreenda e jamais seja surpreendido’. Procuro olhar muito referências de equipes de sucesso e treinadores de sucesso. O que pensam esses treinadores e o que essas equipes tiveram de ‘virada de chave’. Pontos que podem acontecer para tirar ‘coelhos da cartola’ como a gente fala. Conseguir sempre mexer com a equipe na parte tática e no emocional. Então, a gente procura ter esse entendimento e esse é o nosso papel. É isso que eu penso”, enfatiza.
O treinador destaca a importância dos jogadores estarem alinhados com o pensamento da comissão técnica. “Tem a importância do jogador ‘comprar a ideia’, porque: ‘ah, eu não gosto de ficar só marcando’ ou ‘não gosto de ficar atrás da linha da bola’. É resiliência de todos no time e é o que vai nos levar a ficar na Série A para 2025”, diz.




