Família promove campanha solidária para morador de Treviso

Jocil Pacheco sofreu um acidente de trânsito em 2021 e desde então depende de cuidados contínuos para sobreviver

Treviso
Edson Padoin
cidades@tnsul.com

A vida pode mudar drasticamente do dia para a noite, e é exatamente isso que ocorreu com Jocil Pacheco, um morador de Treviso que sofreu um grave acidente de trânsito em 17 de dezembro de 2021. Naquele dia, enquanto voltava de moto para casa, após um dia de trabalho em uma marcenaria, Jocil foi atingido por um veículo Sandero branco, na rodovia entre Siderópolis e Treviso, e o motorista do carro fugiu sem prestar socorro. O acidente deixou Pacheco com traumatismo craniano grave, fraturas múltiplas e, desde então, ele está em coma vigil, dependendo de cuidados contínuos para sobreviver.

SEQUELAS

A esposa, Tatiane Maccari Pacheco, descreve a situação com emoção. “O Jocil teve um traumatismo craniano grave e fraturas múltiplas. Ele está em coma vigil, acamado e depende de nós para praticamente tudo. Ele faz uso de sonda para alimentação, traqueostomia, e precisa de medicação constante, incluindo anticonvulsivos e uma dieta especial.”

O termo “coma vigil” é utilizado na área da medicina para descrever um estado de consciência alterado em que a pessoa se encontra em coma, mas apresenta sinais de vigília. Nesse estado, o indivíduo não responde a estímulos externos, mas é capaz de abrir os olhos, apresentar movimentos oculares e até mesmo emitir sons.

Desde o acidente, Jocil tem sido acompanhado por uma equipe multidisciplinar que inclui neurologistas, fisiatras, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas e enfermeiros. Além dos cuidados médicos, ele usa uma medicação importada dos Estados Unidos para potencialmente melhorar sua condição.

“Ele está fazendo uso de uma medicação que vem dos Estados Unidos para fazer um teste e analisar se terá respostas positivas junto com as outras medicações que já faz uso. O nutricionista também adicionou recentemente uma fibra alimentar que é para dar uma condição de vida melhor na parte intestinal”, detalhou a esposa.

RECURSO

Por não estar registrado como funcionário na época do acidente, Jocil não tem direito à aposentadoria. Atualmente, ele recebe um Benefício de Prestação Continuada (BPC), que é equivalente a um salário mínimo, e que será mantido apenas enquanto sua condição de saúde persistir.

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