Tiago Monte
Brasília/DF
Após o jogo deste sábado, o técnico Cláudio Tencati lamentou a decisão da arbitragem ao marcar o segundo pênalti para o Flamengo. Para o comandante, o juiz deveria ter parado o lance antes. “Tem algumas coisas que você não controla: arbitragem ele tem sido um ponto fora da curva. Não só contra o Criciúma, mas qual é a nossa reclamação: o lance que termina, ele marcar o pênalti, está correto. Só que na origem, a regra é bem clara: se tem uma segunda bola, no setor envolvido na jogada, ele deve parar o lance. Então, uma bola estava próxima à outra. Quando o Barreto vira, o jogador do Flamengo já tem o controle de bola e tem outra bola na frente dele. Então essa é a nossa reclamação, porque ele teve tempo, cinco segundos, seis segundos, 10 segundos olhando a bola, ele (árbitro) está de frente, então ele deveria ter parado o lance. A segunda bola está no setor da jogada, ele deveria ter parado. A gente sente que ele se equivocou. O pênalti não é inquestionável, está na regra”, destaca Tencati.
O treinador também destaca as marcações que foram feitas contra o Criciúma. “Foram as faltinhas. Muita faltinha aqui, muita faltinha ali. As nossas reclamações são baseadas nisso também: em alguns momentos o rigor da lei é para a gente e sabemos que vamos sofrer na competição. Já sofremos em outros jogos, e quando o Árbitro tem que dar um pênalti, ele não vai titubear, Quando ele tem que parar uma jogada, ele não vai titubear. O Claudinho mesmo tomou um cartão amarelo onde só deu um biquinho na bola, ficou no mesmo círculo de raio de ação, só o jogador não pode nem cobrar. É o rigor da lei para nós”, pontua Tencati.
O gerente de futebol do clube, Alex Brasil, reforçou o coro contra a arbitragem. “A gente chega no vestiário e vê a revolta dos atletas que trabalham e buscam dar o melhor ao Criciúma. Isso acaba atrapalhando o trabalho e a gente tem que motivar os jogadores, porque nós temos um outro compromisso já no meio da semana. E isso entristece a gente”, dispara o dirigente.
Para Brasil, a gestão da arbitragem prejudica o Tigre. “É uma coisa que poderia ser feita nesse momento: não colocar árbitro da Bahia, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro em jogos do Criciúma. Afinal, clubes desses estados estão na zona do rebaixamento. Isso atrapalha todo um processo que a gente vem desenvolvendo e que não é fácil. Nós queremos entregar o melhor ao nosso torcedor”, finaliza Brasil.




