Tiago Monte
Criciúma
O torcedor carvoeiro ficará, ao todo, 19 dias sem ver o time atuar. Isso porque a CBF adiou a partida diante do Grêmio, que aconteceria no domingo, em Porto Alegre, em função das fortes chuvas que assolam o estado do Rio Grande do Sul. Desta forma, como o jogo diante do Cuiabá, pela sexta rodada, já havia sido transferido, em função de compromissos do adversário na Copa Verde, o Criciúma voltará a campo apenas no dia 19, um domingo, a partir das 11 horas, diante do Palmeiras. Serão, no total, três jogos a menos que os demais concorrentes na tabela.
O atacante congolês, naturalizado francês, Yannick Bolasie, lamentou o adiamento do jogo de domingo, mas se solidariza com o povo gaúcho e compreende o motivo. “Não tivemos muito tempo de falar sobre isso ainda, porque estávamos viajando e chegamos ontem à noite (quarta-feira à noite). Estávamos ansiosos pela partida e loucos para jogar contra o Grêmio, mas o mais importante agora é eles se recuperarem, em todo o estado do Rio Grande do Sul. Desejo condolências às famílias que perderam seus entes queridos e o mais importante agora é focar na recuperação das cidades que estão sofrendo muito com isso”, comenta o atacante, em entrevista coletiva, na chuvosa tarde de quarta-feira.
Desta forma, o Criciúma terá uma espécie de intertemporada até o confronto com os paulistas. Assim, a comissão técnica já anunciou que fará, ao menos, dois jogos-treino. Na quarta-feira, dia 8, contra um adversário ainda a ser confirmado, e, na sexta-feira, dia 10, contra o Caravaggio. Ambos os testes acontecerão no Centro de Treinamento Antenor Angeloni. Com a pausa, o técnico Cláudio Tencati terá todo o elenco à disposição para o jogo diante do Palmeiras, no dia 19.
“Ele disse que jogava comigo no Fifa”
Bolasie passou por uma situação inusitada, na partida contra o Vasco, no sábado passado. O árbitro da partida, Caio Max Augusto Vieira, admitiu, após o jogo, que selecionava o atacante do Criciúma para atuar no jogo de videogame Fifa como atleta virtual. Antes, porém, Caio pediu que Bolasie não fizesse mais dribles ousados, como o que ele fez na partida, quando girou, longe da bola, antes de seguir na jogada. “Eu nunca vi isso na minha vida, mas eu tenho que seguir esse conselho (de não dar dribles muito ousados), porque eu estou no Brasil, em um país diferente. Depois do jogo, ele (árbitro) ainda disse que jogava comigo no Fifa. Foi engraçado”, comentou, com bom humor, o jogador.
Bolasie é um atleta que arrisca dribles diferentes. Porém, ele diz que nada é planejado. Tudo acontece no momento da partida. “Eu nunca planejei. Só faço o que eu sinto no jogo. Nos jogos contra o Vasco e Bahia, eu me senti bem e algo apareceu, então é assim que eu jogo. Tudo acontece espontaneamente”, comenta o congolês.
Na partida contra o Bahia, o atacante deu a camiseta a um jovem torcedor do Bahia. Ele diz que entende a situação, pois atuava na Premier League (a Primeira Divisão da Inglaterra), que é um dos campeonatos mais assistidos do mundo. E Bolasie ficou grato pelo carinho do menino. “É ótimo para mim, que venho da Premier League e da Inglaterra: uma liga que muitos brasileiros assistem no mundo. Então, eu dei a camisa para um garoto que estava chamando o meu nome o tempo todo, durante todo o jogo. É um gesto pequeno de retribuição, por todo o carinho que venho recebendo. É por isso que jogamos futebol: para os fãs. Os fãs do futebol”, comenta.
Feliz por marcar diante do Vasco
Bolasie marcou o primeiro gol dele, com a camisa do Criciúma, diante do Vasco e fez questão de agradecer aos companheiros pelo feito. “Obviamente, quero agradecer a toda a equipe, todos os companheiros, que sem eles eu não teria conseguido isso. Foi muito legal, importante, mas sem a ajuda de toda a equipe, eu não teria conquistado esse prêmio”, comenta.
O atacante disse que já conhecia o Vasco e até citou o nome de um dos grandes ídolos do clube carioca. “Eu fiquei tranquilo. Eu sempre procuro me manter ‘com o pé no chão’, mas, obviamente, é bom jogar contra um time tão grande como o Vasco. Eu os conheci há algum tempo e com grandes jogadores como Edmundo. E o clima no estádio estava bom para jogar. É bom marcar o primeiro gol no Brasil, porque é algo que todo atacante sonha”, destaca.
Para Bolasie, melhor que o gol foram os três pontos obtidos no Rio. “O jogo contra o Vasco, obviamente, foi um bom jogo, mas o principal, para mim, foram os três pontos. Com o Bahia foi um jogo difícil, mas foi só a primeira partida. Teremos mais 90 minutos dentro de casa. Estou ansioso para o próximo jogo”, finaliza.




