Criciúma
Maíra Rabassa
policia@tnsul.com
Mais oito pessoas foram indiciadas em Criciúma por furto qualificado. O último caso foi concluído na quinta-feira, 02, quando dois homens foram apontados como suspeitos de desviar produtos avaliados em R$ 25 mil de uma indústria química da cidade. “Após a primeira investigação que descobriu e recuperou produtos da mesma empresa avaliados em 200 mil reais, a Polícia Civil descobriu e indiciou os mesmos funcionários por mais um crime cometido no mês de março deste ano”, revela Márcio Neves, delegado da 2ª Delegacia de Polícia.
INVESTIGAÇÃO
Após a análise das imagens do circuito interno e de auditoria no local, os suspeitos foram identificados pelo desvio de uma bobina de fios na empresa onde trabalhavam prestando serviço. “Eles agiram abusando da confiança que tinham em razão do contrato de prestação de serviço no local e mediante fraude, eis que também enganaram funcionários da guarita para sair com o material sem que percebido. A pena para o crime é de dois a oito anos de reclusão”, destaca o delegado.
Em outro caso, uma ex-funcionária de uma rede atacadista e mais cinco pessoas foram indiciadas por desviar R$ 3 mil em produtos. “Após a primeira investigação, que culminou no indiciamento de três pessoas por furto qualificado, tendo em vista o surgimento de novas provas de que o desvio era muito maior e com a participação de outras pessoas, outro inquérito foi instaurado e mais cinco pessoas, além da funcionária, foram identificadas”, explica Neves.
25 mil reais é o valor em que dois homens desviaram de produtos de uma indústria química de Criciúma.
“Após a primeira investigação que descobriu e recuperou produtos da mesma empresa avaliados em 200 mil reais, a Polícia Civil descobriu e indiciou os mesmos funcionários por mais um crime cometido no mês de março deste ano”, finalizou.
Suspeitos saiam das lojas sem pagar pelos produtos
Durante os meses de janeiro, fevereiro e março, de acordo com o apurado nas investigações, os suspeitos agiram de forma coordenada e em revezamento para não chamar atenção. “Com a atuação fundamental da funcionária, a associação criminosa desviou 30 mil reais em produtos. Os suspeitos pegavam os produtos, se dirigiam ao caixa da comparsa, simulavam o pagamento e saiam sem pagar”, detalha o delegado Neves.
Para enganar a empresa, os suspeitos pagavam por alguns produtos e recebiam um cupom fiscal contendo a descrição de diversos produtos para apresentar na saída, caso fossem abordados. “Quando foi descoberta no primeiro furto, a principal suspeita até tentou indenizar a vítima com o fim de obter benefícios legais, mas agora com o valor bem mais alto, está alegando não ter como pagar. O caso segue agora para análise do Ministério Público”.
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