Criciúma
Maíra Rabassa
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As mulheres catarinenses recebem 41% a menos que os homens. Os dados são do 1º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios divulgado pelos ministérios do Trabalho, Emprego e das Mulheres. O levantamento contém um balanço das informações enviadas por 49.587 estabelecimentos com 100 ou mais empregados. A nível nacional, as profissionais ganham cerca de 20% menos em comparação aos cargos ocupados pelo sexo masculino. Em Santa Catarina, 2.692 estabelecimentos preencheram o relatório e, conforme a média calculada, as mulheres recebem R$ 3,2 mil, enquanto os homens, R$ 4,5 mil. A diferença fica ainda maior nos cargos ligados a dirigente e gerente, onde a diferença nos valores é de mais de 63%.
Igualdade
De acordo com o relatório, no recorte por raça/cor, as mulheres negras estão em menor número no mercado de trabalho brasileiro (2,9 milhões de vínculos, 16,9% do total) e são as que têm renda mais desigual. Em SC, por exemplo, as mulheres pretas contam com um salário médio de R$ 2,5 mil, já os homens negros contam com um de mais de R$ 3,5 mil. Sobre planos de carreiras e de cargos para o sexo feminino, apenas 48% das empresas catarinenses possuem ações. Deixando o Estado em 14º no ranking nacional. Sobre a política de contratação de mulheres vítimas de violência doméstica, apenas 4,3% dos estabelecimentos contam com ações. Quanto aos incentivos para a contratação de negras, SC está abaixo da média nacional que foi de 26%.
A exigência do envio de dados atende à lei de igualdade salarial, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho de 2023. O Ministério das Mulheres observa que horas extras, disponibilidade para o trabalho, metas de produção, entre outros critérios, são atingidos mais pelos homens do que pelas mulheres. A explicação é que geralmente, as trabalhadoras têm interrupção no tempo de trabalho devido à licença-maternidade e à dedicação com cuidados com filhos e pessoas dependentes delas, como idosos e pessoas com deficiência (PcD).
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