Florianópolis: paralisação do servidores públicos inicia nesta terça-feira

Em uma carta aberta, o Sitrasem explica quais são as reivindicações e principais motivações para o início da greve

Os servidores públicos de Florianópolis entram em greve a partir desta terça-feira, dia 12. Conforme o Sitrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal), o ato é motivado por terceirizações realizadas pelo prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD).

Em uma carta aberta publicada na segunda-feira, dia 11, o sindicato explica que a prefeitura tem investido em terceirização, retirada de direitos dos trabalhadores e cortes feitos às escuras.

Por que a greve?

“Não existe fórmula mágica: quando o governo garante os direitos dos trabalhadores, investe no serviço público, abre concurso, chama os aprovados e compra novos equipamentos, quem ganha é a população”, aponta a entidade.

No entanto, os representantes afirmam que a prefeitura prefere atacar a categoria, diminuir salários e jogar o dinheiro público na iniciativa privada. “Quem lucra é o grande empresário e a máfia das terceirizadas”, acusa o Sitrasem.

Além disso, os servidores municipais estão em período de data base para exigir o reconhecimento, valorização salarial, condições de trabalho e redução da sobrecarga.

Apesar disso, o sindicato relata que o município não negocia e não chama novos trabalhadores dos concursos. “Se o prefeito não quer negociar, o trabalhador vai parar!”, afirma.

O que diz o prefeito da Capital?

Em suas redes sociais, o prefeito da Capital publicou um vídeo nesta segunda-feira, dia 11, comentando as possíveis motivações da greve.

Segundo ele, o presidente do Sintrasem, Renê Munaro, é participante de um partido que deverá lançar a candidatura de um concorrente à prefeitura da Capital. Por isso, tudo está sendo feito por conta de “política”.

Em seu vídeo, Topázio Neto ainda afirmou que o acontecimento da greve resultará em medidas extremas e poderá gerar multas milionárias.

“Ano eleitoral, tentativa de greve do sindicato. Não pensam nas crianças sem aula, nas pessoas sem saúde. Peço aos servidores que não aceitem mais ameaças pra paralisar”, escreveu na legenda do vídeo.

*Via ND+

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