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quinta-feira, agosto 27, 2026

Deputados destacam cursos técnicos e divergência sobre colonização italiana

Parlamentares defendem que os imigrantes italianos chegaram primeiro em Santa Catarina no ano de 1836

Integrantes do MDB e do Podemos destacaram, respectivamente, a oferta de cursos técnicos e a divergência sobre a primazia da colonização italiana no Brasil durante a sessão de quarta-feira (14) da Assembleia Legislativa.

“Um programa do governo do Estado vai oferecer cursos técnicos a alunos de 2º e 3º anos do Ensino Médio, disponibilizando dez formações profissionalizantes na rede”, repercutiu Lunelli (MDB), que ressaltou a parceria do Senac, do Senai e das universidades na oferta dos cursos.

O deputado ponderou que apenas 14% dos jovens catarinenses estão matriculados no ensino técnico, contra uma média de 35% a 65% dos países da OCDE.

“Precisamos ajudar a abrir as portas para os jovens, pensar em políticas públicas para a juventude”, sustentou Lunelli, que também chamou os pais à responsabilidade: “geração criada com muito mimimi”.

Já o deputado Daniel Cândido (Podemos) pediu o apoio dos pares para corrigir um erro histórico, ou seja, a designação legal do município de Santa Teresa (ES) como pioneiro da colonização italiana no Brasil.

“Os primeiros imigrantes italianos no Brasil chegaram em 1836 e se fixaram na comunidade de Nova Itália, no Vale do Rio Tijucas, atual município de São João Batista. O pioneirismo catarinense na migração italiana no Brasil é fato histórico”, observou o ex-prefeito de São João Batista.

Segundo explicou Daniel, o município de Santa Teresa, no Espírito Santo, foi declarado berço da colonização italiana, mas lá os imigrantes chegaram 38 anos depois, em 1874.

“É um erro histórico e desde 2018 trabalhamos para corrigir”, revelou o parlamentar.

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