Criciúma
MAÍRA RABASSA
policia@tnsul.com
Por conta de diversos furtos de cobre nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), a cidade de Criciúma ficou com um prejuízo de R$ 600 mil em um ano com a manutenção e reparo dos danos provocados pelos criminosos. “É praticamente um mês de medicamentos da cidade”, desabafa Acélio Casagrande, secretário Municipal de Saúde. Mesmo com câmeras de segurança e alarmes, o Governo Municipal não consegue mais coibir a prática dos marginais. A última unidade furtada foi a do bairro São Luiz, onde quatro ares-condicionados tiveram o cobre levado pelos bandidos.
RECORRENTE
“São muitos furtos. Não temos mais noção de quantos boletins de ocorrências já fizemos sobre tais crimes. Eles estão prejudicando todo um sistema de saúde. Eles têm por costume furtar o cobre dos ares-condicionados. E para isso, destroem todo o equipamento para a retirada do material. Na Mineira Velha, todos os ares foram repostos há poucos dias, mas, outras vez foram furtados”, revela Cláudio Rosso, arquiteto e responsável pela manutenção dos prédios públicos municipais.
Ele conta que as unidades de saúde possuem alarmes e câmeras na parte interior dos espaços, mas nada disso inibe os bandidos de realizarem os furtos. “Como os ares ficam do lado de fora, eles acabam tendo acesso ‘fácil’, mesmo assim, não se preocupam com isso. Eles também arrombam janelas, portas, arrancam telhas para acessar as unidades. Para se ter uma ideia, eles entraram na unidade do bairro Milanese e furtaram o compressor da cadeira do dentista. Ou seja, a unidade ficará sem atendimento. Os bandidos não ligam para nada”, completa Rosso.
O arquiteto também destaca que diversas reuniões com as autoridades de segurança da cidade já foram feitas para tentar encontrar uma saída para o problema. “Já tivemos reuniões. Mas, nem mesmo a polícia consegue dar conta. Eles fazem qualquer coisa para manter o vício. Outro detalhe, é que destroem equipamentos caros, e vendem por valores insignificantes. Por exemplo, estragam algo de R$ 600 mil e vendem por R$ 3 mil as peças. É muito dinheiro gasto com os reparos, onera a cidade e prejudica o atendimento ao cidadão”.
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