Criciúma
Alexandra Cavaler
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O Núcleo de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Nupics) que funciona no Complexo Santo Agostinho, distrito de Rio Maina, em Criciúma, oferece, atualmente, terapias diversas que buscam tratar dores crônicas independente da área do corpo (lombar, enxaquecas, entre outras); pacientes com quadro de ansiedade e os encaminhados com o quadro de fibromialgia.
Entre as terapias aplicadas estão a acupuntura, ventosa, auriculoterapia, reiki, meditação, hipnoterapia, barra de access, geoterapia, moxa, aromaterapia, massoterapia e cone hindu. Conforme a enfermeira Grasi Gregório, coordenadora do Nupics, a proposta ainda conta com voluntárias em outras áreas. “Essas são as terapias mais usuais que a gente aplica no Nupics, mas também temos algumas voluntárias como a consteladora, outra que faz cura quântica, uma massoterapeuta, e outra voluntária de reiki e barra de access. Os trabalhos são feitos individualmente e em grupos”, explicou.
“O complexo Santo Agostinho integra vários serviços voltados à saúde. Entre eles as práticas alternativas como, por exemplo, a acupuntura. Práticas essas que são utilizadas para tirar a dor de pessoas, que muitas vezes chegam às nossas unidades de saúde, mas para as quais o tratamento tradicional não dá a resposta adequada”, assinalou o secretário de Saúde, Acélio Casagrande, acrescentando: “Essas terapias vem apresentando um resultado fantástico. Portanto, essas práticas alternativas serão ampliadas; até porque a demanda também cresce. Um bom exemplo disso é que somente em Criciúma já são mais de 40 mil idosos acima de 60 anos e que precisam, cada vez mais, de alternativas de tratamento”.
Atendimentos estão ligados a fatores emocionais
Segundo a coordenadora do Nupics, Grasi Gregório, os tratamentos inseridos nas terapias integrativas, na sua maioria, estão mais ligados aos fatores emocionais. “A gente atende muitos pacientes com burnout, que está ligado ao trabalho, mas inserido na questão emocional e mental do trabalho. Alguns pacientes, obviamente, têm alguma lesão, alguma dor crônica que foi ocasionada por algum acidente de trabalho nesse sentido. Somente em 2023 foram mais de 11 mil atendimentos ou procedimentos na verdade, uma média de 600 a 700 pessoas ao mês. O que representa números significativos. Um outro dado importante que foi observado é que 84% dos atendimentos foram em mulheres. Quanto à faixa etária a gente atende pessoas de 0 a 99 anos, não tem um limite de idade, mas o que percebemos foi que a grande maioria, cerca de 80% de pessoas atendidas, eram jovens e adultos, na fase produtiva”.
Ansiedade
O relatório do ano passado ainda apresentou que 35% dos pacientes encaminhados foram tratados de ansiedade; dor crônica, 36%; fibromialgia 10%, “e os outros 18% foram pacientes que tinham vários diagnósticos, ou seja, a pessoa era poliqueixosa”, disse Grasi, assinalando que o número de voluntários prestando atendimento no programa deve ser ampliado. Quanto ao agendamento, ela explica que os mesmos são feitos via unidade de saúde para o Nupics que vai chamando de acordo com a liberação da agenda.
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