Generosidade marca a segunda-feira no Hemosc/Criciúma

A equipe multi-institucional reuniu doadores de dez entidades. Foram 13 cadastros realizados e nove bolsas de sangue coletadas

Criciúma
Alexandra Cavaler
cidades@tnsul.com

“Uma ação extremamente positiva e necessária, por conta da necessidade de doadores, no momento em que muitos estão de férias e, consequentemente, deixam de ir ao Hemosc”. Assim, Almir Fernandes, coordenador da Cruz Vermelha em Criciúma, definiu a ação realizada junto à equipe multi-institucional, ontem, no Hemosc do município, quando a generosidade foi evidenciada na mobilização de doadores de dez entidades, somando 13 cadastros realizados e nove bolsas de sangue coletadas.

“E de outro lado temos demandas, diversas ocorrências também nessa época do ano, muitas ocorrências principalmente em relação a acidentes de trânsito, em viagens, enfim, sempre aumenta a necessidade e diminui o numero de doadores. Então, é muito oportuno que essa equipe, que é formada por instituições que no dia a dia trabalham em ocorrências de urgência e sabem da necessidade, se envolver. Estão ali demonstrando que cada um pode ser doador e servindo de incentivo para novas doações”, ressaltou Almir.

Para Amanda Leal, diretora técnica do Hemosc, a ação foi oportuna e ocorreu num momento propício.

“Essa ação é de extrema importância, porque visa à conscientização. E aí, quando a gente acaba tendo grupos fazendo doação, acabamos tendo um aumento na conscientização, porque é meio que automático. Cada doador acaba levando para outras pessoas, ou seja, ações como essa são importantes, pois gera um aumento no número de candidatos e de doações. É como se eles fossem multiplicadores da informação”, assinalou, acrescentando que não houve doação de medula, nesta ação específica, pois os candidatos estavam fora da idade preconizada ou já estavam cadastrados.

Instituições participantes:

  • Cruz Vermelha
  • Defesa Civil de Içara
  • Defesa Civil Criciúma
  • Polícia Científica
  • Polícia Federal
  • Exército Brasileiro
  • DTT (Agentes de Trânsito)
  • OAB
  • Polícia Civil
  • Lan Ambulância

Voluntários que fazem a diferença

Christophe Maximiano de Lima, coordenador do NUBEA da Secretaria de Saúde de Criciúma, conta que é doador de carteirinha e está comprometido com doação de sangue e medula periodicamente. “Eu sou doador de sangue habitual e de plaquetas. Decidi adotar essa rotina porque faço trabalhos voluntários, inclusive, em setores como a oncopediática do Hospital São José. Já vi a necessidade das crianças que são acometidas pela leucemia. E, além disso, essa é uma maneira de agradecer a saúde que a gente tem. Sou uma pessoa saudável, então nada melhor do que compartilhar isso doando sangue a quem precisa”, explicou.

Ele ainda fez um chamado aos jovens: “Espero que mais pessoas tomem consciência da necessidade de doar, que os jovens se atentem para isso e que a gente consiga aumentar o numero de doadores para que não falte nunca sangue nos nossos bancos”. “Acho importante nos envolvermos; e se eu posso ajudar a levantar esta bandeira vou fazer isto com o maior prazer, ou seja, responsabilidade social, ser exemplo do bem. Ajudar a corrente!”, emendou Magali Amboni, radialista.

Pedido

Doador pela primeira vez em 2000 quando servia ao Exército Brasileiro, Thiago Xavier, coordenador dos Agentes de Trânsito de Criciúma, revela que decidiu por ser doador assíduo ao ouvir um cidadão que foi até o quartel solicitar dez doadores de sangue porque a mãe estava precisando e passaria por uma cirurgia. “O pedido desta pessoa me chamou atenção, me sensibilizou, e fui um dos voluntários. Uns 15 dias depois a mesma pessoa retornou ao 28º GAC para agradecer, dizer que a mãe estava bem e que a contribuição dos voluntários foi de extrema importância para o resultado que ela obteve. Isso fiz por todo o tempo em que permaneci no quartel e agora sigo enquanto agente de trânsito”.

Engajamento

Xavier ainda conta que faz parte do Sistema Nacional de Trânsito e presencia muitos acidentes. “Acompanhamos muitas pessoas acidentadas, por isso a gente espera ser, como se diz assim, um beija flor, tentando apagar o fogo de uma floresta, e fizemos a nossa parte. Mas acredito que somos mais do que isso, pois conseguimos nos engajar em prol de outra pessoa. O nosso setor de trânsito também funciona assim, o pessoal se engaja junto com a equipe multi-institucional e vai lá doar sangue de forma voluntária. Penso que além de ajudar alguém nós acabamos criando exemplo, fazendo a frente dessa doação”, disse, lembrando: “A gente comentou entre nós, agentes de trânsito, que as pessoas dizem que vão tomar uma agulhada, uma injeção, mas não dói, o sentimento é de prazer por ajudar alguém mesmo sem conhecer. Inclusive, fizemos uma oração para que o sangue doado vá para alguém que precise, que melhore logo e que volte a ter uma vida normal”, concluiu.

Voluntários comemoram o resultado positivo da ação – Foto: Divulgação

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