Criciúma/Morro da Fumaça
Paulo Paixão
politica@tnsul.com
Faltando poucos dias para encerrar o ano de 2023, chega o momento de fazer o balanço sobre as vitórias, as derrotas e os desafios que surgiram ao longo dos mais de 360 dias que passaram. O presidente da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) e prefeito de Morro da Fumaça, Agenor Coral, o Noi, comentou como foi o trabalho ao longo do ano dentro da entidade.
Para Noi, 2023 começou com grandes expectativas. “Foi complicado. Eu queria implantar uma nova gestão, uma gestão diferente, trazer mais serviços. Fazer a Amrec mais forte. Não só fortalecer como associação, mas também dar mais suporte aos municípios”, disse o presidente. Ele ainda fez uma comparação do que queria implantar por aqui com outras regiões. “Tem algumas associações no estado que têm equipe de planejamento, equipe de projetos, tem várias equipes técnicas para auxiliar os municípios. Eu queria, aos poucos, ir colocando isso também na associação, e para isso eu contratei um técnico de minha confiança, uma pessoa, um diretor executivo que ia, na verdade, trabalhar, fazer com que o prefeito, que é presidente, às vezes não tem tempo”, lembrou Noi.
Oposição
A vontade de contratar o profissional e colocar em prática alguns projetos não pôde ser realizada em função da oposição de alguns prefeitos da associação, que buscavam a contratação de um outro nome. Agenor Coral ainda revela que sem um entendimento, os prefeitos deixaram de realizar o pagamento mensal à Amrec. “Esses cinco prefeitos então, o que eu considero como retaliação, começaram a não pagar mais a associação e até hoje esses municípios não pagaram a Amrec”, revelou o atual presidente.
Na última semana, o município de Forquilhinha colocou em dia a mensalidade.
Recursos
A queda de arrecadação no caixa da entidade teve consequências neste ano. “Além de eu não conseguir implantar a gestão que eu queria, aconteceu justamente o contrário, tive que fazer demissões. Demitimos quase todo o pessoal que trabalhava lá para poder honrar os pagamentos. Afinal de contas, foi o nosso orçamento que caiu pela metade”, explicou Coral.
Atualmente a Associação dos Municípios da Região Carbonífera possui apenas um funcionário e uma zeladora. “A gente vem assim, praticamente, administrando a Amrec para não fechar”, afirmou o presidente.
Segundo Noi, a dívida dos municípios com a Amrec ultrapassa os R$ 500 mil.
Eleição deverá ter mais de uma chapa inscrita
Na segunda quinzena de janeiro deverá acontecer a eleição para a troca da presidência da associação. Por um acordo existente, o próximo a assumir a coordenação dos trabalhos deveria ser o prefeito de Nova Veneza, Rogério Frigo. Contudo, a eleição poderá contar com mais de uma chapa inscrita. É o que explica Noi Coral: “Eles (municípios de Criciúma, Siderópolis, Cocal do Sul e Nova Veneza) estão inativos até que paguem. No momento em que eles pagarem, eles terão o direito a voto. Sempre houve um combinado entre os prefeitos quanto à presidência. Só que o grupo dos sete (prefeitos) não acha justo um novo presidente agora assumir com R$ 500 mil em caixa e mais aproximadamente R$ 1,8 milhão, que é o orçamento do próximo ano, sendo que nós ficamos pedindo esmola o ano inteiro”, exclamou o presidente.
Escolha
Por isso os prefeitos de Balneário Rincão, Içara, Lauro Müller, Morro da Fumaça, Orleans e Treviso deverão inscrever uma chapa, que poderá ser encabeçada pelo prefeito de Orleans, Jorge Koch.
A eleição para escolha da nova diretoria da Amrec acontecerá no dia 26 de janeiro.
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