Santa Catarina abre colheita de maracujá para a safra 2023/2024

Estado projeta colher aproximadamente 70 mil toneladas da fruta no período

Sombrio/Criciúma
Edson Padoin
economia@tnsul.com

A safra de maracujá 2023/2024 iniciou ontem em todo o estado catarinense. O município de Sombrio foi o escolhido para o anúncio da IV Abertura da Colheita do Maracujá em Santa Catarina. O evento de abertura, realizado na propriedade de Douglas Machado Nunes, no bairro Santa Fé, marcou o início de uma safra promissora.

A expectativa do Estado, que é o terceiro maior produtor de maracujá do Brasil, é colher aproximadamente 70 mil toneladas da fruta na safra 2023/24. Santa Catarina possui uma área cultivada de cerca de 2 mil hectares, mantendo a posição destacada na produção de maracujá, ficando atrás apenas do Ceará e da Bahia.

Região Sul

O Sul Catarinense, região que abriga o município de Sombrio, é responsável por 90% da área plantada no estado, com uma média de produtividade de 35 toneladas por hectare. A colheita, que se inicia em dezembro, estende-se até meados de julho.

Durante o evento de abertura, foram abordados temas fundamentais para o sucesso da cultura, incluindo nutrição e fertirrigação, tecnologia de aplicação e produção de mudas de maracujá. O destaque ficou por conta da adoção de tecnologias modernas pelos produtores, como a plantação de mudas de alta qualidade e o correto manejo, que possibilitaram o início da colheita apesar dos desafios impostos pelas chuvas.

O produtor Lucas Alano Martignago cultiva três mil pés da fruta em sua propriedade, localizada em Criciúma – Foto: Nilton Alves/TN

Chuvas

O gerente regional da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri), Edson Borba, expressou otimismo em relação à colheita, apesar dos impactos das chuvas. Ele ressaltou a importância da tecnologia adotada pelos agricultores, que permitiu o início da colheita. Borba enfatizou a característica da cultura do maracujá como sendo parte integrante da agricultura familiar e salientou que o evento marca a abertura oficial da colheita na região.

“Todo o nosso trabalho de orientação ao agricultor é feito para antecipar a colheita. Isso porque esse é o momento de melhor preço para a venda da fruta. Esses dias que tivemos de muita chuva faltou sol e a planta precisa de luminosidade para se desenvolver. A gente poderia ter uma colheita mais adiantada, mas a chuva afetou isso”, disse Borba.
A cultura do maracujá na região envolve diretamente 900 famílias, e a expectativa de faturamento para a safra é de R$ 300 milhões.

Expectativa alta para a temporada da fruta

O produtor de maracujá, Lucas Alano Martignago, compartilhou suas expectativas para a safra deste ano. “A expectativa deste ano é colher um pouco mais que ano passado, queremos dobrar a produção. A chuva atrasou muito a colheita. Temos três mil pés plantados e a colheita vai começar nos próximos dias”, salientou.

A fruta produzida na região tem como principal mercado a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), mas também é distribuída para redes de supermercados e centrais de distribuição em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.

Alta qualidade

Com as perspectivas positivas, os produtores estão confiantes em superar os desafios climáticos e em alcançar uma safra de maracujá de alta qualidade, contribuindo para o fortalecimento da economia local e nacional.

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