Araranguá
Edson Padoin
economia@tnsul.com
As obras de drenagem em andamento na avenida Getúlio Vargas, uma das principais vias de Araranguá, têm causado insatisfação entre os comerciantes locais, que alegam prejuízos significativos às vendas de final de ano. Iniciadas na última semana de novembro, as intervenções coincidiram com a Black Friday, momento crucial para o comércio, gerando reclamações quanto à falta de aviso prévio e ao impacto negativo nas atividades comerciais.
Uma proprietária de uma loja, que preferiu não se identificar, expressou sua frustração em relação à falta de planejamento e comunicação por parte da prefeitura. Ela destaca que as obras já causaram transtornos significativos, afetando o movimento no comércio local.
“A expectativa para a Black Friday era enorme, e de repente, uma obra na avenida. Imaginamos que seria rápida, até pela época, pois esperamos o ano todo pelo mês de dezembro. Já são dias dessa bagunça, e a informação que recebemos da prefeitura não condiz com a realidade. A obra está avançando rapidamente, prejudicando diretamente os comerciantes, alguns dos quais tiveram uma redução de 40% no faturamento”, desabafou a comerciante.
A lojista explicou ainda que o principal problema foi a falta de comunicação e diálogo. “Eu falei com o diretor de obras e ele disse que em dois dias estaria tudo pronto. Porém, isso foi na semana passada. Estamos nos sentindo muito lesados. Tem colegas comerciantes que baixaram muito o faturamento. A nossa loja também diminuiu a receita, porque agora já era época de estar muito movimentado e não está. Com certeza uma obra dessa está prejudicando totalmente os comerciantes. O prefeito está de parabéns por estar fazendo as obras. O problema foi que não foi programado, não perceberam que iam atrapalhar o comércio. Era melhor ter deixado para janeiro já que o movimento é muito menor. Com a situação que está aqui, muitos clientes irão preferir ir para Criciúma ou em shoppings para fazer suas compras de Natal. Está nos prejudicando muito”, completou.
Surpresa
O desconforto é compartilhado por outros comerciantes da região, que também afirmam não terem sido informados sobre o prazo de conclusão das obras. Além disso, apontam a falta de comunicação efetiva por parte do CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), que deveria representar os interesses dos comerciantes.

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