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Criciúma
domingo, fevereiro 25, 2024

Camisas que não existem em lojas

Fernando possui camisas que foram utilizadas nas conquistas mais recentes do Criciúma e impressiona até os jogadores

Tiago Monte

Criciúma

Com a volta do Criciúma ao protagonismo e à conquista de títulos, algumas camisas passam a se tornarem raridades. Os mantos utilizados nos jogos das conquistas do Catarinense deste ano e na campanha do acesso são disputadas pelos colecionadores. E não são fáceis de serem conseguidas. “Elas têm que ser conseguidas com o jogador. E a gente também não quer estar sempre pedindo para o jogador, para diretor, etc. Então, acaba vindo camisa do Brasil inteiro”, revela Fernando.

Quem pensa que a maioria das camisas é obtida em Criciúma, está enganado. “Eu tenho alguns amigos, espalhados pelo Brasil, que são amigos de jogadores. E esses jogadores trocam camisas com os atletas daqui. Então, eu acabo trazendo camisas mais de fora do que da região. Mas não é fácil, porque a camisa de jogo é diferenciada da camisa de loja. E não adianta a gente ter a camisa sem essa história, né? Esse ano teve um acesso, um título estadual, então a gente quer, realmente, não só um pedaço de pano, mas a gente quer guardar um pedaço da história”, pontua.

Uma das camisas obtidas por Fernando impressionou até mesmo o jogador que a utilizou. O atacante Éder tem diversos pedidos por camisetas e Fernando conseguiu uma delas, o que “assustou” o jogador. Mesmo com o “susto”, o torcedor ressalta o carinho que os atletas têm por ele e pela coleção de camisas. “Consegui camisas do Eder e do Fellipe Mateus. E autografada por eles também. É difícil, a gente conversar com eles, mas sempre tratam a gente muito bem. Então, a gente acaba, muito respeitosamente, tendo acesso. Eles autografaram, bateram foto com a gente. É muito legal estar em contato com aquele que é o teu ídolo, aquele que está fazendo a história nesse ano. Então, não tem prazer maior, futebolisticamente falando, do que chegar diante do cara que fez o gol do acesso, pedir autógrafo, ele saber o teu nome, acompanhar o teu trabalho. Isso é muito bom”, destaca.

A camisa obtida pelo colecionador, diretamente do jogador, tem como principal diferença o nome nas costas. “Eder” é sublimado. Ou seja, impresso direto na camisa, diferente dos materiais vendidos nas lojas do clube, onde o nome é colocado com um material termocolante.

Diversas peças utilizadas nos áureos tempos

As camisas de 91 e 92 são umas das mais procuradas pelos torcedores do Criciúma. Isso em função da conquista do título da Copa do Brasil e da participação na Copa Libertadores da América. Fernando ostenta diversas destas peças na coleção. Inclusive, em uma sequência de números.

O colecionador aproveita  expõe diferenças, além de explicar detalhes, das camisas usadas nos dois anos. “O número da camisa de 91, usada no título da Copa do Brasil, em junho, era um número quadrado. E, depoi,s ele virou um número mais redondo e tinha o ‘Replay’ no meio. Então, eu tenho de 1 a 11 do número quadrado, que são  quatro estrelas no escudo. E também tenho de 1 a 12, mais a 15, 16, 17 e 20, que é com esse número redondo, com o Replay no meio, que foi a da Libertadores. Foi usada a partir da Copa do Brasil”, destaca o colecionador.

Fernando destaca a preferência em ter, na coleção, camisas usadas em jogo. “No começo, eu ia pegando todas as camisas, mas, com o tempo, fui selecionando, tirando as camisas de loja e optando por camisas de jogo, com números diferenciados. Geralmente, a loja é o número 9, 10, e o colecionador gosta de número quebrado, o número maior… Então, a gente vai relembrando dos anos de 91, 92, todos aqueles jogadores. E eu fui buscando um por um e, hoje, eu tenho da Libertadores e também da Copa do Brasil, de 1 a 11 e até alguns números reservas”, ressalta.

Coleção não está a venda. E não tem preço

Se aparecer algum interessado, Fernando vende a coleção de camisas? A resposta é direta: “não”. Inclusive, não há nem preço estipulado pelo conjunto. “Não, não tem preço. Eu não somo valores. Tudo o que eu penso é pela história do clube”, destaca.

Fernando pretende escrever um livro e ajudar na construção de um museu para o clube. “Nossa história futebolística é desde a época dos mineiros. OComerciário veio pra ser um time que combatia com os times dos mineiros. Então, tudo isso não é por dinheiro. Nunca. Mas, sim, por essa história que, por muito tempo, deixaram de lado, foi se apagando, mas a gente tenta recuperar. E o Criciúma é o que é, hoje, por causa do sucesso do futebol nos anos 40, 50, 60, e assim por diante. Então, pode vir com cheque em branco que não tem preço. Não tem preço mesmo”, finaliza.

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