“Xis-Salada Criciumense” poderá se tornar patrimônio cultural da cidade

Projeto está na pauta dos vereadores e será votado na próxima terça-feira, dia 05

Criciúma

Paulo Paixão

Uma das marcas gastronômicas de Criciúma estará em debate na Câmara de Vereadores na próxima semana. É o “Xis-Salada”, um lanche típico do município e que é muito consumido nas lanchonetes da cidade. Por isso, o vereador Zairo José Casagrande (PDT) propôs que essa iguaria o seja considerada como patrimônio cultural imaterial do município.

Ao protocolar o PL Nº 102/2023, o vereador justificou que “esta Lei tem por objetivo fortalecer, promover e incentivar o comércio local, que atua no ramo com sua receita original desde o século passado, e perdura no município gerando empregos e alimentando grande parte de sua população”, justificou.

De acordo com o vereador, Criciúma conta com mais de 50 lanchonetes que oferecem o lanche em sua receita típica, onde em apenas uma delas, por exemplo, já chegou a produzir aproximadamente duas mil unidades em apenas um fim de semana.

“É inegável a notoriedade do status de patrimônio cultural do “X-Salada Criciumense” e fomentar esse empreendimento por meio de projetos do poder público que reconheçam sua importância na culinária local é uma obrigação moral”, justificou Zairo no projeto.

A IDEIA

O proponente recebeu a sugestão de tornar o “Xis-Salada Criciumense” patrimônio cultural imaterial do assessor, Luis Otávio Feltrin, que trouxe esse assunto de sua cidade natal. “A ideia de transformar o x-salada em patrimônio cultural e imaterial de Criciúma surgiu com algo parecido que já acontece na minha cidade natal, que é Maringá, no Paraná. Lá existe um cachorro-quente muito famoso, que tem em todas as esquinas da cidade e que movimenta muito a economia. Então, Maringá decidiu tornar esse cachorro-quente comida típica da cidade e também patrimônio cultural. Nós pensamos, em Criciúma, o x-salada não é diferente”, comentou Luis Otávio.

Segundo ele, os criciumenses transformaram o ato de se alimentar em algo cultural. “Da mesma forma que ele movimenta muito a economia da cidade, já virou cultura um criciumense sair de qualquer lugar ou se reunir com seus amigos em um x-salada. O x-salada já tem mais de 30 anos em Criciúma. E da mesma forma ele é uma exclusividade nossa”, finalizou o assessor de Zairo Casagrande.

Caso o PL nº 102/2023, que será votado na próxima terça-feira, dia 5, seja aprovado, a lei dependerá da promulgação do prefeito Clésio Salvaro, para tornar o “Xis-Salada Criciumense” um patrimônio cultural imaterial da cidade.

Compra do prédio da Cecrisa passará pelo Legislativo

Criciúma

Nesta quinta-feira, dia 30, na Sala de Atos do Paço Municipal, o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, deu continuidade à reunião iniciada em 21 de novembro com a equipe técnica da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), na qual também participou o presidente da empresa, Tarcísio Rosa.

Durante a reunião, foram delineadas três pautas a serem abordadas em colaboração entre a Celesc e o Governo do Município. A primeira, já em andamento, trata da transferência dos pavilhões da Celesc para o município de Criciúma. O acordo, no valor de R$ 9,7 milhões, selado em 2022, será pago em 180 parcelas mensais pela venda do terreno, aprovada na reunião do Conselho Administrativo da empresa.

Quanto a esse ponto, foi decidido encaminhar um projeto de lei à Casa Legislativa para análise e aprovação, permitindo o acesso do município ao imóvel. Isso possibilitará a realização da limpeza e demolição do prédio, além de iniciar o projeto da área industrial planejada para o local, tudo com a autorização da Celesc.

O segundo tema envolve o inovador projeto de rede de energia subterrânea para as ruas da cidade. Os técnicos do município e da Celesc trabalharão em conjunto com a equipe do Iparque Unesc, responsável pelo projeto, inicialmente com 20 quilômetros de extensão em ruas a serem definidas posteriormente.

O terceiro assunto abordado na reunião diz respeito à higienização da fiação existente nos postes da concessionária. Concluiu-se pela necessidade de uma força-tarefa a ser realizada pela Celesc, juntamente com Procon, Defesa Civil e Divisão de Fiscalização Urbana (DFU), seguindo um cronograma a ser executado conforme requerido pelo município de Criciúma.

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