Alexandra Cavaler
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Araranguá
O município de Araranguá promove neste sábado, dia 2, a terceira edição do projeto Arco-Íris. A proposta consiste na realização de um grande mutirão de limpeza do Rio Araranguá e suas margens. A ação, que acontece das 8h30 às 13h, e tem como ponto de partida o restaurante Paiol (apenas referência), em Balneário Ilhas, deve contar com a participação de aproximadamente 200 voluntários, como nos anos anteriores.
Conforme Maureci Raul Rodrigues, superintendente da Fundação Ambiental do Município de Araranguá (Fama), os voluntários serão divididos em quatro grupos. Dois deles às margens (um pela esquerda e outro pela direita) e dois por água com o auxílio de embarcações. “As equipes farão a limpeza por terra e na água. Junto deles vamos iniciar em Ilhas, que é a foz do rio e onde o lixo se acumula, seguindo em direção à balsa. São quatro equipes: uma na margem esquerda, outra na margem direita, e duas equipes terrestres, no mesmo sentido”, explicou, ressaltando que se reúne um número grande de voluntários, porque as principais entidades filantrópicas e instituições da cidade participam, são parceiros no evento.
A extensão percorrida à limpeza deve ser de 15 quilômetros, mas o que realmente impressiona o superintendente da Famu e os demais envolvidos é a quantidade de lixo que é encontrado por eles. “A quantidade de lixo é o que, na verdade, nos deixa impressionados. Nas duas primeiras edições foram coletadas quase 10 toneladas; cinco toneladas em cada uma delas. Inclusive, pensamos que iríamos encontrar apenas garrafas Pet, mas para a nossa surpresa, é imensa a quantidade de material inadequado que as pessoas descartam no rio. A gente encontrou desde sofá, carcaça de geladeira, pneus, colchões, tubo de TV daquelas antigas, carrinho de mão, capacetes, bacio de privadas, enfim, é assustadora a coragem que o ser humano tem ao jogar objetos como esses no rio”, lamentou Rodrigues, lembrando que projeto Arco-Íris também tem objetivo à conscientização.
O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) participa ativamente da iniciativa desde a primeira edição oferecendo apoio logístico, estrutural e por meio do voluntariado de vários servidores. Jairo do Canto Costa, diretor geral interino da autarquia, lembra que o Samae está diretamente associado à causa do evento: “Araranguá é privilegiada em recursos hídricos e temos que valorizar isto”.

Segurança dos participantes é prioridade
Para a segurança dos voluntários e demais participantes, os organizadores distribuem camisetas como forma de identificação de toda a equipe; luvas de proteção, sacos plásticos para a coleta dos resíduos, água para hidratação, protetor solar e barras de cereal. Além disso, haverá ganchos e puçás (rede em forma de aro), que auxiliarão os voluntários a efetuarem a retirada de materiais, como plásticos e papéis.
“No ponto de partida vamos distribuir os materiais adequados para que os voluntários não tenham contato com o lixo, pois com a mão protegida evita-se contaminação. Também os ganchos para tirar os lixos que ficam presos nas árvores, nos galhos das árvores na margem do rio, os puçás, ou seja, aquele arco com a redinha que facilita o recolhimento de garrafas plásticas. Embarcados, teremos um bote do Corpo de Bombeiros acompanhado de um profissional da saúde, para casos de primeiros socorros; e um bote da Polícia Militar Ambiental que estará como apoio prezando pela segurança dos que estarão fazendo o trabalho dentro do rio. E em terra, estará de plantão a unidade móvel da Secretaria da Saúde, com os respectivos profissionais”, detalhou Rodrigues.
Educação ambiental na prática
O superintendente reforça o convite para que todos participem. “A gente deixa aqui um apelo para que as famílias participem, pois eu sempre digo que a matéria-prima, que é o lixo, infelizmente tem para todo mundo. Se tivemos 150 pessoas, tem lixo para juntar. Se for 200, tem, para 300 também tem, infelizmente. E nesta ação, eu convido as famílias porque as crianças também participam, e não deixa de ser educação ambiental na prática. E nós sabemos que quando a criança incorpora o desejo de proteger a natureza, ela acaba inflamando toda a família”, concluiu. O projeto é desenvolvido pela Fama em parceria com o Samae e a administração municipal.
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