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sábado, fevereiro 24, 2024

Mina de Maceió pode desabar a qualquer momento e causar crateras no solo

Uma mina de sal-gema, da petroquímica Braskem, está prestes a colapsar em Maceió; o desabamento pode ocasionar grandes crateras e até tremores em outras minas da região, alerta a Defesa Civil

A Defesa Civil de Maceió emitiu nesta quinta-feira (30) um alerta máximo devido ao risco iminente de colapso de uma mina da petroquímica Braskem, na Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange, em Maceió.

Segundo o governo de Alagoas, só no mês de novembro, cinco abalos sísmicos foram registrados na região. O desabamento da mina pode ocasionar a formação de grandes crateras na região, além de provocar um “efeito cascata” em outras minas.

Os primeiros danos ocorreram em fevereiro de 2018 e atingiram parte das ruas do bairro. Na ocasião, mais de 55 mil pessoas precisaram deixar as suas casas, segundo o portal R7.

Agora, o rompimento de uma das minas de sal-gema exploradas pela empresa deixou a situação ainda pior, com o chão afundando 2 cm por hora e já cedeu cerca de 1 metro.

De acordo com a Defesa Civil, a recomendação é que a população evite transitar pela área que já foi desocupada. Autoridades trabalham para tentar evitar grandes riscos, mas o perigo é iminente.

Alerta de tragédias após colapso da mina

A Defesa Civil de Maceió informou que não é possível medir as possíveis consequências que o desabamento poderá causar. “Não sabemos a intensidade, mas é certo que grande parte da cidade irá sentir”, comentou o coordenador geral da Defesa Civil do Estado, coronel Moisés Melo.

Ele ressaltou sobre novos impactos que o colapso pode causar. “Se houver uma ruptura nessa região podemos ter vários serviços afetados, a exemplo do abastecimento de água de parte da cidade e também o fornecimento de energia e de gás”, disse Melo.

O coronel acrescentou ainda que toda a cidade irá sentir os tremores se acontecer a ruptura dessas cavernas em cadeia.

Segundo informações da CNN, o governador de Alagoas, Paulo Dantas, anunciou que equipes da Defesa Civil Nacional e do Sistema Geológico Brasileiro estão no Estado para acompanhar o caso.

O governador também assinou um pedido de audiência com a presidência da República para tratar do assunto.

*Via ND+

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