A Defesa Civil de Maceió emitiu nesta quinta-feira (30) um alerta máximo devido ao risco iminente de colapso de uma mina da petroquímica Braskem, na Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange, em Maceió.
Segundo o governo de Alagoas, só no mês de novembro, cinco abalos sísmicos foram registrados na região. O desabamento da mina pode ocasionar a formação de grandes crateras na região, além de provocar um “efeito cascata” em outras minas.
Os primeiros danos ocorreram em fevereiro de 2018 e atingiram parte das ruas do bairro. Na ocasião, mais de 55 mil pessoas precisaram deixar as suas casas, segundo o portal R7.
Agora, o rompimento de uma das minas de sal-gema exploradas pela empresa deixou a situação ainda pior, com o chão afundando 2 cm por hora e já cedeu cerca de 1 metro.
De acordo com a Defesa Civil, a recomendação é que a população evite transitar pela área que já foi desocupada. Autoridades trabalham para tentar evitar grandes riscos, mas o perigo é iminente.
Alerta de tragédias após colapso da mina
A Defesa Civil de Maceió informou que não é possível medir as possíveis consequências que o desabamento poderá causar. “Não sabemos a intensidade, mas é certo que grande parte da cidade irá sentir”, comentou o coordenador geral da Defesa Civil do Estado, coronel Moisés Melo.
Ele ressaltou sobre novos impactos que o colapso pode causar. “Se houver uma ruptura nessa região podemos ter vários serviços afetados, a exemplo do abastecimento de água de parte da cidade e também o fornecimento de energia e de gás”, disse Melo.
O coronel acrescentou ainda que toda a cidade irá sentir os tremores se acontecer a ruptura dessas cavernas em cadeia.
Segundo informações da CNN, o governador de Alagoas, Paulo Dantas, anunciou que equipes da Defesa Civil Nacional e do Sistema Geológico Brasileiro estão no Estado para acompanhar o caso.
O governador também assinou um pedido de audiência com a presidência da República para tratar do assunto.
*Via ND+




