Criciúma
Maíra Rabassa
economia@tnsul.com
A gratidão natalina, ou, como é popularmente conhecido, o décimo terceiro salário, é um dos momentos mais esperados pelos brasileiros todos os anos. O pagamento, que é realizado na maioria das vezes em duas parcelas (uma no dia 30 de novembro e a outra até dia 20 de dezembro), significa um grande alívio na maioria das contas dos brasileiros. E para gastar esses valores de uma maneira mais inteligente e criativa, economistas de Criciúma dão dicas de como usar esse dinheiro sem cair em tentações. “Primeiramente, nós temos que considerar que esse dinheiro não é um dinheiro recorrente, então não faz realmente parte da renda, é um dinheiro extra. E sendo um dinheiro extra, nós temos que pensar, segundo aquela regrinha de ouro, de finanças pessoais”, alerta Ismael Cittadin, professor da Unesc e doutor em Economia.
GASTAR MENOS
Neste caso, Cittadin explica que se a pessoa não estiver com uma situação financeira confortável, ela terá que colocar seus gastos dentro de um orçamento equilibrado, ou seja, gastar menos do que ganha. “Em segundo lugar, esse dinheiro pode ser dividido da seguinte forma, que seja o mais conveniente para a situação da pessoa, por exemplo: 50% para gastos e recorrentes para as festas do fim de ano. Como, presentes, viagens por diante, 30% para eventualmente pagar alguma dívida e 20% para fazer uma reserva, para guardar”, enfatiza.
Recurso pode ser utilizada na poupança
O professor também dá a dica de usar o 13º para aplicar, até mesmo em uma caderneta de poupança. “Se a pessoa não tem uma reserva de emergência, um dinheiro aplicado, pode ser até mesmo uma caderneta de poupança, mas se ela não tem uma reserva de pelo menos três meses do salário dela, é a situação ideal para dar início. Usar esse 13º para começar essa reserva de emergência, porque a maioria dos problemas que essa pessoa vai enfrentar na vida, eles podem ser resolvidos por dinheiro e, diferentemente do crédito, a pessoa não vai se endividar, aquele dinheiro vai estar disponível”, destaca Cittadin.
QUITAR DÍVIDAS
Se a pessoa tiver essa reserva de emergência, o especialista recomenda que esse dinheiro seja utilizado para o pagamento de dívidas extras. “Essa é a oportunidade dela usar esse dinheiro extra para quitar as suas dívidas com os juros mais altos. Se ela já tem isso, já está bem organizado financeiramente, já tem uma poupança, uma reserva de emergência, eu recomendaria buscar novas formas, novas possibilidades de investimento para ter o rendimento desse dinheiro. Mas é claro, como a gente sabe, no final do ano, todo mundo quer descansar um pouco, então as pessoas merecem usar uma parte desse décimo terceiro para eventualmente fazer uma viagem, gastar com a família e assim por diante”.
Cinco dicas para usar o 13°:
Organize suas finanças;
Antecipe compras de fim de ano;
Guarde uma parcela do dinheiro para gastos no início do ano: matrícula, material escolar, IPVA, IPTU etc;
Realize uma viagem ou algum sonho, desde que já esteja planejado;
Invista o dinheiro.
“É necessário conhecer as contas”
Para o professor pesquisador Thiago Fabris, coordenador do curso de Ciências Econômicas da Unesc e do Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e de Inovação, o cidadão tem que conhecer primeiro as suas contas. “Ele precisa conhecer bem e realizar o planejamento financeiro. Se eventualmente, em algum momento, as despesas superaram as receitas desse orçamento familiar e pessoal, o 13º pode estar sendo utilizado para quitar algumas dívidas, especialmente as que têm taxas de juros mais elevadas, tais como cartão de crédito, cheque especial”, afirma o professor pesquisador.
RENDA PASSIVA
Ele também comenta que seria importante usar esse recurso para gerar renda passiva.
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