Içara
Edson Padoin
cidades@tnsul.com
A ponte que dá acesso ao Residencial Dona Ema e ao Loteamento São Francisco, no bairro Tereza Cristina, em Içara, continua interditada, gerando transtornos para os moradores que buscam acessar a região. O problema ocorreu devido a um carregamento de solo da cabeceira provocado pelas chuvas no mês de junho do ano passado.
A Defesa Civil do município agiu e preparou as cabeceiras da ponte em dezembro de 2022, aguardando a entrega de um kit de transposição de concreto pela Defesa Civil do Estado. Entretanto, o material ainda não foi enviado, impedindo a conclusão da obra. Enquanto isso, uma ponte provisória, destinada apenas a pedestres, foi instalada para minimizar o impacto na locomoção dos moradores.
O coordenador da Defesa Civil de Içara, Vitor Cardoso Dutra, explicou que há um termo de compromisso entre o Município e o Estado, no qual a prefeitura realiza a construção das cabeceiras, enquanto o Estado é responsável pela entrega da parte superior. As cabeceiras estão prontas desde dezembro de 2022, mas a espera pela ação do estado tem causado frustração.
“Fomos até a Secretaria Estadual cobrar a entrega diante da demora na resolução do problema. Temos buscado outras alternativas para finalizar a obra, mas ainda mantemos a esperança de que o Estado cumpra o termo de compromisso firmado”, destacou Dutra.
Segundo o coordenador, a empresa responsável pela montagem do kit de transposição de concreto já fez vistoria, e a expectativa é que a montagem seja iniciada no dia 1º de dezembro.
Insatisfação
Em meio aos transtornos, moradores expressam insatisfação com a situação. O morador do Loteamento São Francisco, Darlan Carvalho, lamenta os mais de 17 meses de impasse. Ele destaca as dificuldades enfrentadas diariamente, com a necessidade de realizar uma volta de aproximadamente três quilômetros devido à interdição da ponte.
“O acesso ao Centro da cidade é pela ponte ou por outro caminho, onde aumenta os três quilômetros. Para quem precisa fazer esse caminho todos os dias é bem complicado. O povo já se acostumou, mas já foi muita reclamação. Entrando em contato com a prefeitura e com um vereadores eles só falam que a parte da prefeitura foi feita o serviço, que é as cabeceiras, o que tá faltando é a demanda do governo do estado”, disse Carvalho.
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