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domingo, junho 23, 2024

‘Vírus do Pix’ pode limpar todo o saldo bancário; saiba como se proteger

O vírus já foi identificado mais de 1500 vezes este ano no Brasil e tem o potencial de se disseminar ainda mais pelo país

Um recente vírus está atacando os aplicativos bancários dos brasileiros. Denominado “Brats”, o trojan é capaz de extrair valores do Pix de um celular infectado sem o conhecimento do proprietário. A ameaça já foi detectada mais de 1500 vezes neste ano pela Kaspersky, uma empresa segurança digital. A organização adverte que o vírus tem o potencial de se disseminar ainda mais pelo país e oferece sugestões para prevenir o golpe.

Como ocorre infecção pelo vírus do Pix

Tudo começa quando um indivíduo é atraído por uma promessa de recompensa financeira ao abrir um baú virtual. A pessoa é então induzida a baixar um aplicativo proveniente de uma fonte não oficial da loja Android. Durante a instalação, o programa envia uma notificação solicitando uma atualização do flash player, e logo após, persuade a pessoa a conceder a permissão de acessibilidade ao dispositivo.

Com esta permissão, o programa malicioso ganha o controle remoto sobre o aparelho e pode interagir com o aplicativo bancário do usuário. Nesta situação, o cibercriminoso é capaz de alterar o valor da transferência, o destino e a chave Pix da conta bancária.

O nome “Brats” foi escolhido por ter sido identificado exclusivamente no Brasil até o momento. O sufixo “ATS” representa a sigla em inglês para Sistema de Automação de Transferência. Esta seria uma evolução do antigo golpe “Mão Invisível” que costumava controlar computadores remotamente.

Diferente do método anterior, este novo sistema fraudulento não exige que o cibercriminoso esteja na frente do computador controlando o dispositivo invadido. Isso permite atingir múltiplos equipamentos simultaneamente, ampliando assim o número de vítimas.

Como evitar a ameaça do vírus

Para prevenir a ocorrência desse tipo de golpe, a empresa oferece as seguintes recomendações:

  • Não instale aplicativos de fontes não oficinais da loja Android.
  • Evite conceder permissões de acessibilidade a aplicativos suspeitos.
  • Considere instalar um antivírus no seu dispositivo móvel.

    *Via ND+

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