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Criciúma
quinta-feira, abril 18, 2024

Inteligência Artificial: a era da revolução digital chega a Criciúma

Áreas como Educação e Saúde passaram a oferecer ferramenta tecnológica que facilita o cotidiano das pessoas. Empresas da cidade criam sistemas de IA para soluções em serviços públicos e privados de diferentes regiões

Criciúma
Maíra Rabassa
Alexandra Cavaler
cidades@tnsul.com

O mundo sempre foi fascinado pela capacidade do cérebro humano de criar e resolver problemas. O que parece só acontecer em filmes de ficção científica, agora está cada vez mais próximo do dia a dia das pessoas. Não é de hoje que a Inteligência Artificial faz parte da vida da humanidade. Ela surgiu no mundo como protagonista para encontrar a paz. A máquina Enigma, criada pelo matemático inglês Alan Turing, pode ser considerada a primeira IA da história. Com o equipamento foi possível decodificar as mensagens do exército alemão levando os aliados a vencer a Segunda Guerra Mundial. Agora, em quase 100 anos de estudos e inovações, a ciência chegou ao tão esperado “futuro”.


MAIS AGILIDADE

Alguns segmentos criciumenses já estão utilizando a Inteligência Artificial, tanto no setor privado, quanto no público. Os diretores desses locais notaram que a IA é uma ferramenta necessária para tornar os serviços complexos mais ágeis, ou seja, observaram de primeira hora a importância de a máquina pensar pelo ser humano. “A IA é nada mais que o computador pensando por você. O que acontece agora é que ficou mais nítido e evidente o que a IA pode fazer no lugar do ser humano”, enfatiza Aldinei Potelek, diretor de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação da Prefeitura de Criciúma.


Mais uso

Mas, por quê agora? O especialista avalia que a pandemia acelerou todo o processo e, por isso, temos a sensação de que a IA ficou mais próxima do cidadão comum. “Passamos a usar mais as possibilidades e recursos que a tecnologia tem a oferecer. Quando todos se viram fechados em casa, sem poder ter contato e, ao mesmo tempo, ter que produzir tomar decisões, estudar, então se entendeu que a tecnologia está à disposição e pode ser manuseada pelas pessoas. E agora com a IA podemos empregar toda essa capacidade para entregar trabalhos a nosso favor”, destaca o diretor.

Mercado observa com cautela nova opção

Capacidade de aprender, raciocinar e executar tarefas de forma autônoma. Em síntese, essas seriam as principais características que determinam o conceito de Inteligência Artificial e, talvez ainda seja algo que necessite de uma observação mais aprofundada sobre como aplicar e onde utilizar a nova tecnologia. Segundo o especialista, Jhony Alceu Pereira, o mercado de Criciúma está analisando todos esses avanços de maneira mais cautelosa.


SEM VOLTA

O empresário Jhony, que também é coordenador do Núcleo Setorial de Base Tecnológica da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), avalia que o empresário da cidade está ainda entendendo o que é melhor para sua empresa neste momento de “revolução digital”. Porém, a partir do momento que observar a necessidade do uso dessa tecnologia para atender melhor seus clientes, não terá mais volta.


“Hoje os conceitos e softwares utilizados pelas empresas da cidade ainda não necessitam de IA. Mas, quem está observando as oportunidades que a inteligência artificial poderá fazer para de forma real ao seu sistema, isso sim vai se dar bem no futuro. Lembrando que tecnologia só voa quando atende uma necessidade. Então faz sentido que o mercado ainda esteja na fase de observação”, completa o coordenador da Acic.

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